Mostrando postagens com marcador PT Nacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PT Nacional. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de julho de 2009

Berzoini: Liderança dos prefeitos do PT será fundamental para a vitória em 2010

“De julho deste ano até outubro de 2010, não podemos vacilar. Vocês, mais do que ninguém, sabem disso porque são prefeitos do PT e têm consciência de que a sua liderança política faz a diferença na hora da disputa política em favor do nosso projeto nacional. Com o apoio de vocês, em 2010, conquistaremos mais um mandato para o nosso projeto político para o Brasil”.

Assim, o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, saudou os cerca de 130 prefeitos petistas que participaram de um encontro na noite de ontem (13) na sede do partido, em Brasília, promovido pela Secretaria Nacional de Assuntos Institucionais (Snai).

Ele lembrou que na primeira vitória de Lula à Presidência da República, em 2002, o PT tinha 187 prefeitos e hoje tem 559, além dos governos estaduais onde o partido está à frente ou participa diretamente deles. “É um grupo bastante qualificado de governantes, alguns com até 12 anos de experiência administrativa. Construímos um partido que hoje é uma grande referência nacional em administração pública e as pesquisas atuais comprovam o nosso crescimento”.

Berzoini reafirmou a importância da participação dos prefeitos petistas no processo eleitoral, paralelamente às ações do partido, para consolidar a vitória de uma candidatura do partido à Presidência da República. “Os governantes possuem uma dimensão político-eleitoral muito maior e conseguem manter um diálogo mais amplo com a sociedade do que as instâncias partidárias e têm legitimidade para fazer o embate político, sem qualquer prejuízo para o partido”, afirmou. Para ele, somente com o esforço das direções partidárias e dos mandatários petistas, a vitória será alcançada em 2010.

Ele reiterou mais uma vez que o Brasil vive um momento extremamente positivo em todas as suas regiões e nem mesmo a crise econômica mundial conseguiu afetar tanto os municípios brasileiros, graças à competente ação do Governo Lula, ao contrário do discurso desesperado da oposição. Berzoini resgatou as ações anticrise do governo federal que adotou políticas anticíclicas corretas, implementou programs sociais importantes como Minha Casa, Minha Vida e fortaleceu a intervenção dos bancos públicos para viabilizar o enfrentamento da crise financeira. “A oposição perdeu o discurso e por isso está partindo para o vale-tudo no Senado Federal”, enfatizou.

“O PT e os nossos governantes alcançaram um importante estágio de amadurecimento e a disputa interna saudável, como a que ocorrerá no PED deste ano, tem sido muito positiva para o nosso partido. Estamos no caminho do entendimento e em todo o país o que se vê é um clima de unidade e coesão, apesar das divergências internas que sempre existiram no PT”, disse Berzoini ao ressaltar que o único partido que realiza um processo de eleições diretas das suas direções é o PT.
“Vamos combinar esse momento interno do PT com o momento externo, onde a ministra Dilma, que é nossa pré-candidata à Presidência da República vem crescendo a cada pesquisa e já assusta o s nossos adversários, para manter o nosso ritmo de trabalho na preparação das eleições de 2010, na construção de uma política de alianças e de um plano de comunicação para o enfrentamento eleitoral. A disputa de 2010 será o tira-teima da política nacional. Será o nosso projeto democrático e social contra o projeto neoliberal do PSDB e do DEM”, afirmou ao conclamar todos os prefeitos petistas a participarem da construção da vitória no ano que vem.

A mesa de abertura do encontro dos prefeitos petistas que se encontram em Brasília para a XII Marcha de Prefeitos contou ainda com a participação do secretário nacional de Assuntos Institucionais, Romênio Pereira; do prefeito João Coser, presidente da Frente Nacional de Prefeitos; do secretário de Assuntos Federativos da Presidência da República, Alexandre Padilha; do secretário-geral nacional do PT, José Eduardo Cardozo; da secretária nacional de Mulheres, Laisy Moriére e dos prefeitos Carlito Merss (Joinville-SC) e Maria do Carmo (Santarém-PA).

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Coluna de Lula começa a ser publicada a partir de amanhã (7)

A coluna assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a ser publicada em 94 jornais já na próxima terça-feira (7). Batizada de "O Presidente Responde", Lula vai responder a três perguntas de leitores.

A coluna também estará à disposição do público no site da secretaria de imprensa da Presidência toda terça-feira, logo depois de publicada.

Para enviar as perguntas, os leitores deverão informar nome completo, idade, ocupação e cidade de residência. As questões serão enviadas pelos veículos cadastrados por e-mail para a secretaria de imprensa.

Jornais

Dos 94 jornais inscritos até agora, 69 têm veiculação diária, três são bissemanais e os outros 21 são semanais, quinzenais ou mensais. Ao todo, os jornais inscritos estão localizados em 65 municípios --19 são capitais--, de 22 estados.

Segundo o presidente, ele só vai responder aos temas de "relevância e interesse jornalísticos".

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Jornada nacional para formar 100 mil filiados tem início em 10 de julho

A Secretaria Nacional de Formação Política e a Fundação Perseu Abramo dão início no dia 10 de julho às atividades da 1ª Jornada Nacional de Formação do PT.

Dividida em três etapas (regionais, estaduais e municipais), a Jornada pretende montar uma rede de mil formadores e alcançar, até março de 2010, um total de 100 mil filiados.

A etapa inicial é voltada para secretários estaduais e municipais de formação política, além das pessoas cadastradas na rede nacional de formadores. Esse cadastro pode ser feito pelo Portal do PT e é limitado a filiados petistas (clique aqui para saber mais).

Estão sendo definidas as datas para as outras regiões/estados. Serão realizados 10 cursos em todo o país.

sábado, 27 de junho de 2009

Assine o projeto que pede um plebiscito sobre a Constituinte exclusiva


O Partido dos Trabalhadores continua coletando assinaturas ao projeto de iniciativa popular que propõe um plebiscito sobre se a população quer ou não a convocação de uma Assembléia Constituinte para fazer a reforma política.


Pelo projeto, o Plebiscito deverá acontecer até o final de 2009, quando os brasileiros deverão responder à seguinte questão: “O sr (a) aprova a convocação de uma assembléia constituinte soberana e específica para promover uma reforma constitucional no Título IV da Constituição Federal que redefina o sistema político-eleitoral?”.

Para que um projeto de iniciativa popular seja apresentado no Congresso Nacional são necessárias assinaturas de pelo menos 1% do eleitorado (algo em torno de 1,3 milhão de pessoas acima de 16 anos), com participação de no mínimo cinco Estados.

IMPORTANTE: Todas as adesões devem obrigatoriamente ser acompanhadas de nome completo, endereço e número do título de eleitor.

Clique aqui para conhecer o projeto, imprimir e fazer a coleta de assinaturas. A impressão deve ser feita em papel tamanho A4, com o espaço para as assinaturas na frente e a justificativa do projeto no verso.

Todos os formulários devem ser enviados ao seguinte endereço: Sede Nacional do Partido dos Trabalhadores – Secretaria Nacional de Mobilização - Setor Comercial Sul, Quadra 02, Edifício Toufic, 2º andar, CEP 70302-000, Brasília, Distrito Federal.

Acesse aqui modelo de banner da campanha
Acesse aqui modelo2 de banner da campanha
Acesse aqui modelo do cartaz da campanha
Acesse aqui modelo2 de cartaz da campanha
Acesse aqui modelo de praguinha da campanha
Acesse aqui modelo2 de praguinha da campanha
Acesse aqui modelo3 de preguinha da campanha

Todos os modelos acima estão gravados em arquivos Corel Draw.

Secretaria Nacional de Mobilização

Lula: interesses pessoais não devem se sobrepor ao projeto nacional em 2010

Leia abaixo entrevista com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicada pelo jornal Zero Hora nesta sexta-feira (26):

O que é melhor para a campanha da ministra Dilma Rousseff nos Estados em 2010? Chapa puro-sangue com PT na cabeça ou alianças com o PMDB?

Luiz Inácio Lula da Silva – Trabalho com a hipótese de construir uma aliança entre PT e PMDB, PDT e PTB. Uma parte importante da base do governo precisa compor nos Estados para que a gente possa ganhar e governar. O problema não é ganhar, é governar. É você ter um grupo de pessoas dispostas a trabalhar para destravar um País, um Estado, para que a gente possa apresentar à sociedade uma perspectiva. A Dilma tem de trabalhar com a possibilidade de um grande leque de alianças para ganhar bem e governar bem.

O PT está disposto a fazer sacrifícios?

Luiz Inácio Lula da Silva – Não temos o direito de não fazer sacrifício e permitir que o desejo pessoal de alguém prevaleça sobre os interesses coletivos de um partido, seja estadual ou nacional. É preciso um debate para saber o seguinte: o que nos interessa neste momento? Quais os Estados que temos de disputar, em quais temos chances? Que tipo de aliança poderemos fazer e o que queremos construir? Se fizermos essa discussão corretamente, fica fácil construir as alianças. É preciso construir um time que vá do goleiro ao ponta-esquerda para trabalhar junto nessa campanha. Essa minha concepção vale do Oiapoque ao Chuí. Mas quem decide isso são os partidos. Só espero que as pessoas tenham aprendido.

Como o senhor vê a ideia de o PT abrir mão da candidatura ao governo de SP em favor do deputado Ciro Gomes (PSB)?
Luiz Inácio Lula da Silva – O Ciro tem todas as condições de ser candidato em qualquer lugar do Brasil. Por enquanto, só vejo especulação, nada sério. Mas acho que o Ciro daria trabalho em São Paulo.

Esta semana o senhor criticou a imprensa por dar tanto espaço à crise no Senado. O senhor segue apoiando o senador José Sarney ou defende o afastamento dele da presidência da Casa?
Luiz Inácio Lula da Silva – Não critico a imprensa por conta do Senado. É pelo denuncismo desvairado que, às vezes, não tem retorno. Há uma prevalência da desgraça sobre as coisas boas. Talvez venda mais jornal. Citei um jornal quando fiz a crítica. Você tinha a volta do crescimento do emprego, cento e poucas mil vagas criadas. E a manchete era desse tamanho (faz um gesto com as duas mãos para indicar altura) sobre um emprego equivocado no Senado. Os milhares de empregos criados estavam numa notícia secundária. A nação precisa de boas notícias, de autoestima, para poder vencer esse embate com a crise internacional. Sobre as denúncias no Senado, que se faça investigação. Quem estiver errado deve ser punido. Todos os senadores têm mais de 35 anos de idade, estão na idade adulta. O Sarney já anunciou que vai investigar.

A defesa que o senhor faz de Sarney tem a ver com a eleição de 2010? A crise do Senado pode agravar a relação com o PMDB, que já não anda boa?
Luiz Inácio Lula da Silva – Não acho que algum senador vá renunciar ao mandato. Eles vão se acertar e prestar contas. A minha cabeça não trabalha pensando em 2010. Agora, tenho clareza de que nós saíremos bem em 2010 se a gente estiver bem em 2009.

O vice ideal para Dilma seria do PMDB?
Luiz Inácio Lula da Silva – Vamos discutir isso. Veja a importância do PMDB no Brasil, um partido que tem mais vereadores, mais deputados, mais senadores, mais governadores. Tem um potencial muito grande. Mas não é apenas isso que credencia alguém para ser vice. Primeiro, o vice tem que ser da concordância de quem vai ser candidato a presidente. Você não pode ter um vice que não tenha uma afinidade política, ideológica e visão de Brasil.

O senhor tem acompanhado o tratamento da ministra Dilma. Como ela está? Há riscos de prejuízo à campanha dela?
Luiz Inácio Lula da Silva – Por tudo que tenho conversado com os médicos, não acredito (em prejuízos). Mas doença é doença. No momento certo, o médico vai dizer se parou ou não o tratamento. A Dilma tem trabalhado a mesma coisa. Ela tem um ou dois dias por semana que se sente mais cansada, depois da quimioterapia, e diminui um pouquinho o ritmo. Todo mundo que já teve esse tipo de câncer diz que é curável. A Dilma vai ficar extraordinária e a hora que tiver que anunciar estará pronta para o embate. Se for candidata mesmo – depende ainda dos partidos e dela própria –, a partir de março se afasta e começa a campanha.

Quem vai para o lugar dela? O ex-ministro Antonio Palocci?
Luiz Inácio Lula da Silva – Não, não. Não posso discutir agora o que vou fazer. Mas não pretendo colocar nenhum ministro novo no governo.

Pelo menos 14 ministros devem sair até abril para concorrer nas eleições. Como o senhor pretende conduzir as substituições: com indicações políticas ou recorrendo a técnicos?
Luiz Inácio Lula da Silva – Não vou trazer uma pessoa para chegar sem conhecer o histórico do próprio ministério, das obras, dos projetos. Desse jeito, irei paralisar o governo por dez meses. Na hora que o ministro for saindo, o secretário executivo assume e vai tocando. Não quero mexer no andamento das coisas que estamos fazendo.

Na oposição, o senhor e o PT criticavam muito o antecessor, Fernando Henrique por viajar demais. Nenhum presidente colocou o Brasil tão em evidência como o senhor nessas missões internacionais. O que mudou e qual a utilidade desse trabalho?
Luiz Inácio Lula da Silva – Mas se você pegar o meu discurso verá que eu dizia: “Ele (Fernando Henrique) tem o direito de viajar pra fora, o que é lamentável é que ele não viaje aqui dentro”. E viajo muito lá fora e viajo muito aqui dentro. É inexorável. O número de aliados que o Brasil estabeleceu nesses seis anos é muito grande. As pessoas querem ouvir o Brasil.
Qual é a utilidade desse seu trabalho no exterior?
Luiz Inácio Lula da Silva – O momento histórico me deu essa projeção. Nós levamos cinco anos para poder consolidar o Bric (grupo formado pelos grandes países emergentes – Brasil, Rússsia, Índia e China) como uma instituição. Vamos ter a segunda reunião no Brasil no final do ano que vem. O Brasil está muito importante. Lembro quantas críticas recebi quando fiz a primeira viagem à África. “Mas por que na África? Não tem nada para vender na África.” Pergunta ao ministro (da Indústria e Comércio) Miguel Jorge, que voltou com uma caravana empresarial da África agora. A gente não tem o que vender é para a Alemanha, Suécia, EUA, porque precisa mais valor agregado, competitividade tecnológica. Mas para a África, América Latina, parte do mundo asiático e para o mundo árabe, o Brasil só tem é que vender.

O senhor vai encerrar o seu governo sem a reforma política e sem a reforma tributária?
Luiz Inácio Lula da Silva – Mandei as duas para o Congresso. Não sei quantos anos tenho de vida, mas quero estar perto para ver o dia em que alguns empresários disserem que é preciso fazer reforma tributária. O DEM fez da reforma tributária a bandeira dele. Mas eles não querem. Mandei duas propostas. Em abril de 2003 e outra no ano passado. Quando fazemos as reuniões com governadores, prefeitos e empresários, todo mundo concorda. Quando chega no Congresso, ninguém concorda mais.

O senhor tem dito que quer ser um cidadão do mundo depois de 2010. O presidente Barack Obama disse que o senhor é ‘o cara’. Ele seria o seu cabo eleitoral para o senhor ocupar um espaço na ONU, Banco Mundial? Qual é o seu desejo pessoal?
Luiz Inácio Lula da Silva – Quando falei cidadão do mundo, me perguntaram o que queria fazer. Não tenho pretensões. A minha maior pretensão agora é ver se eu pago a promessa que eu fiz para Dona Marisa em 1978. Ela queria que eu deixasse o sindicato e prometi que era o último mandato e que, depois, ia me dedicar à família. Já são 31 anos e não consegui. Pretendo me voltar um pouco para a família. Também não quer dizer que vá deixar de fazer política. Gostaria de trabalhar muito essa questão de integração da América Latina, da África. Acho que precisamos cuidar com muito carinho da África. Por isso, estou indo pra lá no dia 1º, na Cúpula Africana, na Líbia.

Mas com essa popularidade que o senhor tem, será que na eleição de 2014 a dona Marisa resiste? Pesa mais do que uma pressão para que o senhor volte a disputar a Presidência?
Luiz Inácio Lula da Silva – Tenho que recusar discutir 2014, porque não seria benéfico para mim e para quem quero eleger. Vamos supor que eu eleja a companheira Dilma a candidata do PT e o povo brasileiro eleja a Dilma presidente do País. Ora, qual é o meu papel? Trabalhar para que ela faça o máximo possível e ela tem o direito de querer ser candidata à reeleição. Senão, o que acontece? Se eu não tiver essa consciência de que ela tem de fazer mais e fazer melhor, fazer o governo dela sem tutela e patrulhamento de ninguém, sem saudosismos, você tira a possibilidade de uma grande mulher fazer um grande governo. Mas ela ficar no governo vendo que eu sou sombra, “ah, em 2014 ele vai voltar”... Vou torcer para que ela possa fazer o melhor e ser candidata à reeleição. Se for um adversário que ganhe, aí sim pode estar previsto em 2014 eu voltar. Depende.

Há uma posição de que as pessoas beneficiadas com o Bolsa-Família não saem do sistema. Estaria faltando um segundo passo, para as pessoas recuperem a cidadania?
Luiz Inácio Lula da Silva – Essa visão elitista dos brasileiros é responsável por mais de um século de empobrecimento generalizado. Com o Programa Luz para Todos, 83% das pessoas que receberam energia compraram televisão, 79% geladeira, 44% aparelho de som, 44% voltaram a estudar à noite. Alguém que nasceu na avenida Copacabana, que nunca teve problema, acha que R$ 80 é pouco, mas para um pobre é muito. À medida que a economia vai crescendo, as pessoas vão deixando o Bolsa-Família e deixam outros entrarem. 600 mil já deixaram o programa.

O senhor vai ampliar o prazo de redução do IPI?
Luiz Inácio Lula da Silva – Não posso falar porque as empresas estão falando por aí: “Compre seu carro logo”. Falando em política tributária, imposto e política social, quero dar uma explicação lógica. Todos queremos que o Brasil tenha uma política tributária muito mais simplificada. O ideal é que a gente aumente o número de contribuintes. A carga tributária brasileira não é algo a ser comparado com os países desenvolvidos. Num País que tem 10% de carga tributária, não há Estado. Pode mapear quais são os países. A política social é extremamente importante porque por mais de 20 anos se discutiu no Brasil se a gente deveria distribuir para crescer ou crescer para distribuir. Começamos a fazer os dois juntos e o resultado foi extraordinário. A ascensão dessa molecada por conta do ProUni: são 545 mil jovens da periferia na universidade, 40% deles negros. A política social é uma coisa barata, ela perpassa a ignorância, a violência. Na hora em que o pobre tem uma ajuda, todo mundo vai melhor, vai ter menos bandido, menos violência.

A oposição ganharia se usasse esse discurso?
Luiz Inácio Lula da Silva – Não sei, porque não é só o discurso, é preciso olhar nos olhos das pessoas.

O senhor acha que a oposição torceu para que a crise afetasse o Brasil?

Luiz Inácio Lula da Silva – Torceu e muito. Teve gente que até acendeu vela.

Houve gente que queimou os dedos?
Luiz Inácio Lula da Silva – Uns queimaram a língua, outros queimaram os dedos. Quando deixar o governo, vou montar um grupo para pesquisar as análises econômicas que fizeram sobre o meu governo, para saber quem errou e acertou. Sobre a crise, ninguém precisou explicar porque ela era internacional. Tivemos dois momentos da crise. Em setembro do ano passado eu estava no Panamá quando surgiram os primeiros sinais. Voltei, fiz várias reuniões com economistas, analisamos e percebemos que a crise chegaria muito pequena no Brasil. Até que desapareceu o crédito no mundo inteiro. Tomamos todas as medidas necessárias e somos reconhecidos no mundo inteiro.

É por essa questão de orgulho que o senhor não quer que a Petrobras sofra uma CPI?
Luiz Inácio Lula da Silva – Se tem um fato determinado, diga e faça a CPI. O que não pode é, de forma irresponsável, pegar a mais importante empresa do País e tentar, um ano antes das eleições, achincalhar. Numa CPI sem fato determinado, vale tudo. Se tiver de fazer, o que queremos é uma coisa séria. O que se propôs não tem nada de seriedade.
O que incomoda o senhor na CPI são os investimentos da Petrobras, que podem ser prejudicados, ou é o caráter eleitoral?Acho que CPI não pode ser feita para fins apenas de disputa eleitorais. É não respeitar o País. Agora, a CPI é um instrumento da oposição em qualquer lugar do mundo. Estamos em uma crise econômica profunda, em que a Petrobras teve dificuldades para pegar dinheiro emprestado lá fora. Se uma empresa como a Petrobras encontra dificuldades em arrumar dinheiro, fico imaginando se começar um processo de achincalhamento. O denuncismo é isso. Acho que a Petrobras deveria ser investigada pelo Tribunal de Contas da União e pelo Ministério Público
O ministro Tarso Genro tem defendido a punição dos torturadores do regime militar. Ele faz isso com o aval do senhor ou é uma posição pessoal dele?
Luiz Inácio Lula da Silva – É uma tese do Tarso. No governo, temos pessoas que pensam diferente.

E o senhor?
Luiz Inácio Lula da Silva – Não sou jurista (risos).

O que o senhor diria para o cidadão brasileiro. Deve gastar ou esperar mais um pouco?
Luiz Inácio Lula da Silva – Deve gastar. As pessoas podem acreditar que o País está mais sólido do que já esteve. É importante o povo comprar. Não quero que faça dívidas. Mas se tiver uma economia, compre.

Lula estreia em blog e no YouTube até o fim de julho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estreia até o final de julho um blog e um canal no site de vídeos YouTube para se comunicar com o público mais jovem.
“O objetivo destes canais é levar informação para um público que não se informa pelos meios tradicionais”, disse Nelson Breve, secretário de imprensa da Presidência da República, responsável pela estratégia de mídia digital do governo.
O blog, que se chamará Blog do Planalto, terá um equipe pequena e não aceitará, numa primeira fase, comentários dos leitores.Breve afirmou também que já tem um acordo fechado com o Google para um canal de vídeos do presidente, mas ressaltou que o contrato ainda não está assinado.
A página no site de vídeos do Google também irá ao ar até o final de julho, assegurou o secretário de Imprensa.Os dois canais, explicou Breve, terão informações sobre as iniciativas governamentais. “Temos uma estratégia de comunicação com todos os públicos”, afirmou.Só depois do blog e do canal no YouTube irem ao ar é que a equipe que está comandando a estratégia digital do governo vai avaliar outras iniciativas de comunicação na internet, como o serviço de microblog Twitter.
A ideia de criar canais na internet para que o presidente possa se comunicar, declarou Breve, existe desde 2007, mas ganhou força depois da eleição de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos.Obama usou fortemente a internet em sua campanha para se comunicar e arrecadar fundos.O Blog do Planalto rodará sob a plataforma de software livre WordPress, uma ferramenta gratuita para que as pessoas criem suas páginas pessoais na internet.

IDG Now

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Em quatro meses, 478 municípios aderem ao processo de filiação informatizada do PT

Após quatro meses de implantação, o Sisfil – sistema informatizado de filiações do PT – já conta com a adesão de 478 Diretórios Municipais, o que equivale a 10% do total.
Coordenado pela Sorg (Secretaria Nacional de Organização), o Sisfil continua aberto a adesões. Ele e faz parte da Rede PT Brasil – conjunto de sistemas que integram os procedimentos internos e que estão sendo colocados à disposição de dirigentes e filiados petistas de todo o país, via internet.
O total de adesões até aqui está dentro das expectativas do partido, segundo Paulo Frateschi, secretário nacional de Organização. “Estamos crescendo num ritmo bom. Não podemos atropelar o processo. O pessoal primeiro tem que fazer o treinamento e entender a importância do novo sistema”, disse Frateschi, referindo-se aos seminários regionais sobre o SisFil promovidos pela Sorg.
Ele lembra que o sistema garante mais agilidade, controle e transparência. “O Sisfil é fundamental para um partido que hoje tem mais de 1 milhão e 300 mil filiados. Estamos na era da tecnologia da informação. Acabou aquele negócio de ficha em caixa de sapato. Com o SisFil, qualquer companheiro pode acompanhar o processo de filiação. É muito mais democrático e muito menos burocrático”, disse. Vantagens
O Sisfil tem muitas vantagens sobre os procedimentos manuais. Nestes, os pedidos de filiação são feitos diretamente aos DMs, que encaminham as fichas abonadas, via Correios, para o Diretório Nacional, que faz a digitalização do documento e envia a carteirinha para o novo filiado.
Além de demorado, esse processo dificulta a implantação de mecanismos eficientes de controle e transparência.
Com o novo sistema, qualquer filiado ou dirigente pode apresentar, via internet, pedidos de filiação aos diretórios municipais. Pode também acompanhar o andamento destes pedidos e saber exatamente quantas e quem são as pessoas filiadas ao partido na cidade, no Estado e no país.
Já as secretarias de organização (estaduais e nacional) ganham ferramentas de gestão que permitem a contínua supervisão do sistema, de forma a identificar desvios ou excessos.
A adesão ao Sisfil não é obrigatória, mas há um esforço das direções nacional e estaduais para que todos os municípios entrem no sistema. Adesão e Responsabilidade
O diretório municipal ou zonal que desejar aderir ao Sisfil deve contatar a Secretaria de Organização do PT em seu Estado e agendar uma reunião com a equipe de implantação.
A partir daí deverá assinar um
Termo de Adesão onde se comprometerá a manter arquivados os documentos comprobatórios das operações feitas, processar no devido tempo os pedidos de filiação e transferência recebidos e submeter-se à auditoria periódica ou eventual. As primeira auditorias devem começar em julho.
O diretório deverá ainda indicar em reunião (com ata) um dirigente para operar o SisFil, que assinará um
Termo de Responsabilidade e receberá a senha de acesso.
O Sisfil permite que os Diretórios Municipais e Zonais gerenciem diretamente seu Cadastro de Filiados, podendo inscrever novos filiados, atualizar dados, cancelar e transferir filiações, entre várias outras funcionalidades. Estatísticas
Percentualmente, Rondônia é o Estado com maior índice de adesão ao SisFil (57,7% dos municípios), seguido por Distrito Federal (52,9%) e Amazonas (41%). Em números absolutos, o Paraná tem a liderança, com 70 municípios já implantados. São Paulo vem em 2º lugar, com 51, e o Rio Grande do Sul fica em 3º, com 39.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

DN ressalta protagonismo do Brasil no mundo e preparação do PT para vencer em 2010

O Diretório Nacional do PT, reunido em São Paulo nos dias 18 e 19 de junho, aprovou Resolução Política.O documento ressalta protagonismo do Brasil nos grandes foruns mundiais, como o G-20, BRICs e nos da América Latina e a reação positiva do governo federal perante a crise global.
“O Brasil, apesar da torcida antipatriótica da oposição, está conseguindo êxito no combate aos efeitos da crise, através do PAC, do aumento do salário mínimo a expansão do Bolsa-Família e outros programas sociais e do maior programa habitacional da nossa história”, diz um trecho da resolução.

O DN ressalta também no documento que o partido se prepara para enfrentar as eleições em 2010 satisfeito pela grande aprovação do governo Lula, mas consciente de que para chegar à vitória será preciso muita mobilização popular.

domingo, 14 de junho de 2009

Concurso estimula militância a contar histórias dos 30 anos do PT

Foram abertas nesta quarta-feira (3) as inscrições para o Concurso Outras Memórias, que faz parte das comemorações dos 30 anos do PT, a serem completados em 2010.
A idéia é estimular a militância petista a relatar experiências relacionadas à história do partido e a essas três décadas de luta por um país mais justo e democrático.
O concurso receberá inscrições nas categorias Literatura (Contos, Causos e Crônicas), Música e Audiovisual (Curta Metragem) até o dia 8 de setembro de 2009.
Para se inscrever é preciso ser filiado ao PT ou indicado por um filiado. Cada participante pode enviar quantos trabalhos desejar, desde que separadamente e identificados apenas por pseudônimo.
Após análise de uma Comissão Julgadora, os trabalhos vencedores serão publicados no Portal do PT em 30 de janeiro de 2010. O concurso é uma promoção das Secretarias Nacionais de Cultura e Comunicação do PT e da Fundação Perseu Abramo.
Para saber detalhes do regulamento, das inscrições e da premiação, entre outros, consulte a página eletrônica especial do Concurso Outras Memórias, em: