segunda-feira, 22 de junho de 2009

Salário de ex-diretor do Senado teria aumentado com atos secretos

O salário do ex-diretor geral do Senado Agaciel Maia teria teria sido aumentado por atos-secretos no últimos anos, segundo informou a edição desta segunda-feira do jornal Folha de S.Paulo.

Agaciel teria recebido R$ 415 mil em 2006, o que daria uma média de R$ 31,9 mil por mês. Salário maior do que de ministros do Supremo Tribunal Federal, R$ 24,5 mil, o teto do funcionalismo público.

Em entrevista à Folha, Agaciel disse que seus vencimentos estava de acordo com a lei e que muitos de seus benefícios não entram no cálculo do teto salarial do funcionalismo.
Fonte: Portal Terra

Garcia reafirma importância de integração regional em cenário de crise global

O mundo está se tornando multipolar e praticamente nenhum país conseguirá sobreviver sozinho neste novo cenário, nem mesmo as superpotências como os Estados Unidos ou a China, provocando a formação de blocos mundiais. Daí a importância de um processo de integração na América Latina para garantir presença forte em um mundo em transformação, sobretudo em época de crise global, afirmou o professor Marco Aurélio Garcia, vice-presidente nacional do PT e assessor especial de política externa da Presidềncia da República.

Ele participou da mesa de debates América Latina: lutas populares e governos progressistas frente à crise, durante o segundo dia do Seminário Internacional sobre a Crise Mundial, realizado pelo PT, PCdoB e Fundações em São Paulo neste domingo (21). A mesa contou ainda com a participação do economista Teotônio dos Santos, professor da UFF. A mesa foi coordenada por Valter Pomar, secretário de Relações Internacionais do PT.

Segundo Marco Aurélio, é fundamental que o processo de integração no continente latino-americano não se restrinja apenas a uma integração comercial, que poderá assimetrias importantes devido ao peso econômico de países como Brasil e Argentina.

“Por isso, o Brasil atua para a construção de um processo de integração que seja produtiva e que promova um desenvolvimento harmônico entre os países da região. Além disso, é preciso se evitar uma tendência protecionista que esteve na raiz das grandes crises que vivemos em décadas passadas.

“Quem hoje se opõe a essa integração são setores conservadores da grande mídia e alguns diplomatas aposentados que insistem que o Brasil deve fortalecer relações comerciais com os EUA e a União Européia. Eles se esquecem que durante o governo Lula o nosso comércio com os norte-americanos e europeus triplicou e atinge 20% ao ano. O primeiro parceiro comercial do Brasil hoje é a China, em segundo os EUA e em terceiro a Argentina. Temos um volume de negócios de 7 bilhões de dólares com a Venezuela e eles são contrários à entrada do país no Mercosul”, afirmou.

Ele afirmou ainda que é preciso haver uma preocupação cm relação às mudanças ocorridas no mundo nos últimos anos, não somente com relação aos aspectos econômicos, mas também é necessário uma compreensão dos processos políticos verificados nos países.
“O G-20 como condomínio internacional não se sustenta mais, sem a presença dos BRICs e de países como a Argentina, que poderão dar um suporte maior no enfrentamento dos desafios colocados no mundo atual”, disse.

Capitalismo de Estado

Em sua exposição sobre o tema Crise e alternativas socialistas, o economista e professor Teotônio dos Santos fez um resgate cronológico das diversas crises do capitalismo desde o início do século XX.

Ele alertou para a forte intervenção estatal e uma tendência forte de estatização que vêm ocorrendo no mundo, onde, segundo ele, de dez das maiores empresas do mundo sete receberam investimentos dos governos, sendo a maioria na China.

Segundo ele, com a crise atual, o capitalismo de Estado atingiu um grau fora de qualquer cálculo razoável para subsidiar e manter o sistema financeiro.“O que se busca no momento é a preservação do setor privado, então será que essa estatização significará socialização”, indagou ele.

domingo, 21 de junho de 2009

O presidente Lula sancionará Lei da Pesca no dia 26 de junho

O presidente Lula sancionará no dia 26 de junho, às 9h30, em Itajaí (Santa Catarina), a lei que cria o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Lei da Pesca que regulamenta as atividades da pesca e aquicultura.
São duas das mais antigas reivindicações do setor.Esperamos contar com mais de cinco mil pessoas no ato em Itajaí.
No dia 29 de junho - Dia do Pescador - está prevista a transmissão em rede nacional do pronunciamento do Gregolin sobre as novas leis.

sábado, 20 de junho de 2009

DN aprova composição do Conselho da Escola de Formação do PT

Os membros do DN aprovaram nesta sexta-feira (19) os nomes que vão compor o Conselho da Escola Nacional de Formação do PT.

O composição do conselho ficou assim: Gleber Naime (MG), Marcos Oliveira (PA), Morgana Eneile (RJ),Vera Gomes (PE), Ivonete Tamboril (RO), Jorge Coelho (SP), Cida Diogo (RJ), Joaquim Soriano (SP) e Angelica Fernandes (SP).

Alunos e professores protestam contra truculência de Serra na universidade

Estudantes, professores e funcionários das universidades públicas estaduais de São Paulo fizeram nesta quinta-feira (18) um grande ato de protesto contra a truculência do governador tucano José Serra nos episódios envolvendo a invasão da USP, na semana passada, pela Tropa de Choque da Polícia Militar.

Os manifestantes partiram do vão do Masp (Museu de Arte de São Paulo) por volta de 13h40. Professores da USP levaram 3.000 flores para a avenida Paulista, em protesto que pede a democratização da universidade. As gérberas amarelas, laranjas e vermelhas foram distribuídas para os manifestantes, que saíram em passeata até o Largo de São Francisco, no Centro da cidade.

"Elas representam a rejeição da violência do campus. Representam a paz. Queremos diálogo e não a violência", explica a docente do curso de Letras Roberta Barni e integrante da Adusp (Associação dos Docentes da USP).

Os organizadores do evento do Fórum das Seis, entidade que congrega professores e funcionários da USP, da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da Unicamp (Unicamp Estadual de Campinas), estimam que mais de 3 mil manifestantes compareceram ao protesto.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Paulinho: candidatura de Ciro em SP só depende do PT

SÃO PAULO - O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), disse hoje, em São Paulo, que a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo paulista só depende do PT. De acordo com Paulinho, a candidatura de Ciro só seria viabilizada em uma aliança entre PT, PSB, PDT e PCdoB. "A concretização da candidatura depende apenas do PT", disse.
Paulinho avalia que o PT não tem candidato viável para o governo de São Paulo, enquanto pesquisa interna do PSB indicou que Ciro teria 18% das intenções de voto no Estado. "Esse porcentual é um bom pontapé inicial para uma campanha. O Palocci, por exemplo, tem só 3% dos votos. Marta tem mais, mas não tem apoio.
"O pedetista afirmou que, se o PT não concordar com a coligação de partidos para lançar Ciro Gomes, o PDT pode lançar candidatura própria, que poderia ser a do prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos. Paulinho e Ciro participam hoje, na capital paulista, do 11º Congresso do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

Sob pressão, Sarney recebe documento de ações moralizadoras


Grupo de senadores que articula plano para a reestruturação da Casa cobra rapidez de Sarney para mudanças

SÃO PAULO - O grupo de oito senadores que se reuniu ontem vai entregar ainda nesta quinta-feira, 18, o documento com as medidas moralizadoras ao presidente da Casa, José Sarney. As sugestões, apresentadas por Tasso Jereissati (PSDB-CE), visam a recuperar a imagem do Senado, compometida após uma série de escândalos, como a utilização de atos secretos para esconder irregularidades como pagamento de horas extras, contratação de afilhados políticos e, no caso de Sarney, empregar pelo menos meia dúzia de parentes e aliados, conforme revelou o Estado.

Segundo o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), presente ao encontro realizado no gabinete do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), o grupo cobrará rapidez de Sarney para dar início às mudanças. "A gente espera que uma a duas semanas, no máximo, o presidente já tenha tomado as medidas. Espero que ele faça rápido, porque só depende dele. E se depende dele, precisa ser rápido", disse ao estadao.com.br.

Entre as oito medidas está a demissão imediata do atual diretor-geral do Senado, Alexandre Gazineo, e de toda a diretoria da Casa. Também pede a indicação, em uma semana, do novo diretor que deverá ser sabatinado pelos senadores. Tasso apresenta um plano para a reestruturação administrativa da Casa.

Além de Cristovam e Tasso, participaram da elaboração do pacote o líder tucano Arthur Virgílio Neto (AM), Sérgio Guera (PSDB-CE), Pedro Simon (PMDB-RS), Tião Viana (PT-AC) e Renato Casagrande (PSB-ES) e Aloizio Mercadante (PT-SP).

Buarque conta que o documento registra 20 assinaturas. "Não vamos procurar mais, não. Não precisa, não estamos procurando muito não. Porque queremos entregar isto logo, outros assinarão depois. Estamos esperando ele chegar e entregaremos assim que ele puder nos receber, no gabinete dele. Será discreto", disse ao estadao.com.br. Em seguida, o documento deve ser protocolado na Mesa Diretora do Senado.

O líder do DEM no Senado, José Agripino, negou que o grupo de senadores, considerado "independente", articule um movimento "Fora, Sarney". "Eu acho que o caminho 'Fora, Sarney' não tem sentido no momento em que ele pediu solicitou a colaboração do plenário para corrigir os erros que existem e precisam ser corrigidos. Se ele não consertar ou não acolher as boas ideias, aí você até poderia até pensar num movimento desta natureza. Mas, na medida em que ele pede as sugestões e as coisas vão ter de acontecer, não é que precisam- vão ter de acontecer", explicou.

Buarque faz coro com Agripino e disse que pedir a saída de Sarney não se justifica. "Não, não pedimos isso na reunião. Se falou disso, mas foi unânime a ideia de que não se justifica (a saída). Acreditamos na chance de haver uma reforma, é um processo muito traumático, mais uma vez, ter a saída de um presidente no meio do mandato", afirmou, referindo-se à saída de Renan Calheiros (PMDB-AL), em outubro de 2007, após ser alvo de diversas denúncias.

Durante discurso na terça-feira, Sarney responsabilizou todos os senadores pela crise administrativa e política e conquistou o apoio dos líderes, incluindo os da oposição, para a ideia de que vai continuar a "corrigir erros" e a "tomar providências sem soltar fogos de artifícios".

Ontem, do Casaquistão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa do presidente do Senado, disse que o parlamentar não é "uma pessoa comum" e questionou a veracidade das denúncias sobre a criação de cargos e nomeação de parentes por atos secretos.
Veja também:

Relator do projeto, Genoino dá parecer contra 3º mandato

Deputado petista considera a proposta 'inconstitucional' e diz que 'não se muda o jogo com ele andando'

BRASÍLIA - O deputado José Genoino (PT-SP), relator da proposta de emenda constitucional que permite um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerou o projeto inconstitucional. O parecer foi entregue nesta quarta-feira, 18, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Contra a proposta, Genoino usou três argumentos básicos. O primeiro segue o princípio de que as regras não podem ser alteradas para beneficiar os ocupantes dos cargos. "Não se muda o jogo com ele andando", afirmou o parlamentar.
O relator afirmou que o referendo popular previsto na proposta do terceiro mandato não soluciona essa questão, porque o próprio referendo estaria influenciado por fatores conjunturais. "A democracia é a certeza das regras e a incerteza dos resultados", disse Genoino. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já declarou ser contra um terceiro mandato.
Outro argumento do relator se baseia no princípio republicano. "Esse princípio prevê a rotatividade e a alternância do poder. A aprovação de mais mandato acabaria sem limites. Daqui a pouco podem propor mais um, outro e mais mandatos quebrando o princípio republicano." Contra a proposta, o relator afirma ainda que analisou outras questões semelhantes que já foram derrotadas, como a que propunha prorrogação de mandatos. "É diferente, mas em comum está o fato que beneficia os que estão no poder e o referendo popular, mais uma vez, não seria feito sem a influência dos que estão no mandato", afirmou.
O parecer de Genoino deverá ser lido na CCJ na próxima semana e provavelmente haverá pedido de vista, para analisar melhor o relatório, adiando a votação. A intenção é votar o parecer pela inconstitucionalidade antes do recesso de julho. A proposta de emenda à Constituição (PEC) foi apresentada no início do mês pelo deputado Jackson Barreto (PMDB-SE). Ele conseguiu 176 assinaturas, cinco a mais do que o mínimo necessário.

Mercadante conclama empresas de construção a aderir ao programa 'Minha Casa, Minha Vida'

Assim que o plenário do Senado aprovou na noite de ontem o programa "Minha Casa, Minha Vida", o líder do PT e do Bloco de Apoio ao governo, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), conclamou as empresas de construção civil e a população a se unirem em torno do programa que prevê a construção de 1 milhão de moradias.
Segundo Mercadante, mais importante do que atingir a meta num prazo de dois anos - o que tem gerado críticas pela oposição sobre a capacidade de cumprimento -, é necessário ter um novo olhar ao esforço que será feito: reduzir o elevado déficit habitacional brasileiro que chega a 7,9 milhões de casas.
"A meta é ambiciosa e é impossível saber se conseguiremos, mesmo assim é preciso tentar. O discurso não pode ser o de que não será feito, que não haverá o que comemorar se a meta não for alcançada. É preciso mudar de atitude, afirmar que a meta é realizável, que é possível, se os prefeitos, as empresas de construção civil, a administração pública e a Caixa Econômica Federal se mobilizarem", conclamou.
O líder afirmou que o programa Minha Casa, Minha Vida é garantirá para milhares de brasileiros o direito a uma moradia digna. A casa própria representa o ninho, a estabilidade da família, dá conforto e segurança, disse Mercadante, ao salientar que 90,7% do déficit se referem a famílias com faixa de renda de até 3 salários mínimos, onde está a miséria, o abandono, as pessoas amontoadas dentro de barracos. "Vocês não imaginam o que o programa representa para a favela de Heliópolis, em São Paulo, uma das maiores do Brasil", afirmou.
A Medida Provisória nº 459/2009 que criou o programa federal de habitação atenderá famílias com renda mensal de até dez salários mínimos (R$ 4.650). O texto original limitava o programa a cidades com até 100 mil habitantes, mas o alcance foi ampliado às famílias que residem em qualquer município. Outra mudança estabelece que seja destinado R$ 1 bilhão para atender cidades com população de até 50 mil habitantes, com prioridade para as pessoas com renda mensal de até três salários mínimos (R$ 1.395).
O título de proprietário será emitido preferencialmente em nomes das mulheres, o que, para o senador, fortalece o papel feminino na sociedade. Além disso, nos casos das famílias com renda de até três salários mínimos, haverá carência de até seis meses em caso de dificuldade do pagamento. As prestações serão lançadas para o final do contrato, graças ao Fundo Garantidor da Habitação Popular.
O líder esclareceu, também, que imóveis de propriedade do poder público e que estão desocupados poderão ser aproveitados e transformados em moradia. Além disso, o programa alavanca outros setores da economia. "Quando a família entra na casa nova, sempre troca o fogão, a geladeira, ou seja, mobiliza outros setores", disse.
Nesta quarta-feira (18), em Brasília, o senador Mercadante deverá participar de um debate sobre o momento pós-crise do Brasil e aproveitará para conclamar as construtoras a aderir ao programa. O seminário é promovido pela Câmara Brasileira da Indústria de Construção. Participarão o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o líder Mercadante e o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), que ontem elogiou a defesa do senador paulista pela a aprovação do programa "Minha Casa, Minha Vida".
Fonte: Assessoria de Imprensa da Liderança do PT no Senado

Encontro reúne juventude trabalhadora do PT para debater impactos da crise

A JPT e a Secretaria nacional Sindical do PT realizam nos dias 26, 27 e 28 de junho, na cidade de São Paulo, o I Encontro da Juventude Trabalhadora do PT, em parceria com as fundações Friedrich Ebert e Perseu Abramo.

Os principais objetivos da atividade são: debater a crise, seus impactos sobre a juventude e a necessidade de a classe trabalhadora se fortalecer para não ser a primeira a sentir seus impactos (flexibilização, desemprego).

Segundo Severine Macedo, secretária nacional de Juventude, a prioridade é fortalecer a relação da JPT com os movimentos e organizações sociais e a necessidade de elaborar e definir ações e mobilização sobre o tema.

O encontro acontecerá em dois locais. No dia 26, será no auditório da Apeoesp, Praça da República, 282, Centro. Nos dias 27 e 28, no Hotel São Rafael, Largo do Arouche, 150, também no Centro.

Confira a programação 26 de Junho

14h30 Recepção e abertura política.
(Artur Henrique, Nilmário Miranda, Ricardo Berzoini, João Paulo, FES)

16h Debate de conjuntura.

19h30 Jantar

20h30 Troca de experiências sobre organização da juventude trabalhadora.

Noite: livre 27 de Junho

09h30 Mesa: Os impactos da crise sobre a juventude e o trabalho e a condição juvenil.
(Regina Novaes, Elisa Guaraná , Fundação Perseu Abramo)

11h Debate

12h30 Almoço

14h30 Mesa: Como enfrentar a crise e avançar nas pautas da juventude neste cenário.
(Cut, CONTAG, FETRAF, Via Campesina, CONAQ)

16h Debate

17h30 O que o governo tem feito para enfrentar a crise no que tange a juventude.
(SEJUVE, CONJUVE)

19h30 Jantar Noite Cultural 28 de Junho

9h Trabalho em grupo por temas para elaboração de pautas e ações.
(juventude rural, saúde, previdência, educação e trabalho, trabalho decente e informalidade, economia solidária, raça/etnia e gênero)

12h Almoço

14h Plenária final

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Luz Para Todos: Lula comemora 2 milhões de ligações em Congonhinhas (PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará no Paraná na próxima segunda-feira, (20) para participar do ato simbólico de ligação do consumidor de número 2 milhões do programa “Luz para Todos” em Congonhinhas, a 100 quilômetros de Londrina. A ligação ocorre no assentamento Robson de Souza Vieira, antiga Fazenda Santa Terezinha, na PR- 435 (8 quilômetros da cidade), na região do Norte Pioneiro.

O assentamento, uma área com 653 hectares, foi criado em 2004 pelo Incra e Emater e abriga 40 famílias, que produzem arroz, feijão, milho e gado de leite. A ligação vai beneficiar o agricultor assentado Odair Sardor e um telecentro com 10 computadores.A presença do presidente na cidade está prevista para às 11h.

Segundo dados do balanço do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento e do Ministério de Minas e Energia, o programa “Luz para Todos” já atende a população de 13 estados e famílias com renda até três salários mínimos, sendo que 80% delas do meio rural. Até abril de 2009, foram feitas 1,97 milhão de ligações, ou seja, 99% da meta estabelecida desde 2003 de 2 milhões de ligações. Ao todo, 9,9 milhões de pessoas são beneficiadas pelo programa - o objetivo era chegar a 2010 com 10 milhões de pessoas atendidas.

Para o deputado André Vargas, o programa “Luz para Todos” garante uma condição básica e essencial para muitas famílias que não tinham energia elétrica em suas casas. André deve acompanhar o presidente Lula na visita ao Paraná e uma dos assuntos que deverá estar na pauta das conversas com o presidente são as alianças para as eleições do ano que vem. Plano Agrícola PecuárioA segunda agenda do presidente Lula no Paraná, será às 15h, na Sociedade Rural do Paraná, em Londrina, quando lança o Plano Agrícola Pecuário 2009-2010, apresenta as diretrizes da política agrícola para a safra e outras medidas de estímulo ao cooperativismo. O Governo Federal prevê investimentos de R$ 108 bilhões, dos quais R$ 93 bilhões deverão ser repassados à agricultura comercial e os R$ 15 bilhões para a agricultura familiar.Segundo o deputado André Vargas, no governo anterior, haviam sido liberados em torno de R$ 2, 9 bilhões para a agricultura familiar e hoje o valor chega a ser cinco vezes o montante anterior.

Devem participar do evento os ministros Paulo Bernardo, Reinhold Stephanes, a ministra Dilma Roussef, o governador Roberto Requião, o secretário estadual de Agricultura, Valter Biachini e o senador Osmar Dias, além de autoridades estaduais e municipais e lideranças petistas.

Lula: Crise tornou países mais iguais e abriu espaço para nova ordem global

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (17) no Cazaquistão que a crise tornou os países mais iguais, abalou certezas e abriu espaço para a construção de uma nova ordem global.

"Antes da crise, tínhamos países que sabiam mais do que os outros. Antes da crise, o Estado não tinha nenhum papel relevante. Depois da crise, todos nós ficamos mais iguais".
"Já não existe mais ninguém no mundo com certeza absoluta do que faz", disse o presidente durante a visita ao palácio presidencial de Akora, sede do governo cazaque.

"Por isso, existe uma possibilidade enorme de trabalho para a nova ordem financeira mundial. Para isso, temos que reformar as Nações Unidas e fortalecer e reformar as instituições financeiras internacionais, sobretudo o FMI e o Banco Mundial", acrescentou Lula ao lado do presidente cazaque Nursultan Nazarbayev.

Ex-líder do país durante o regime soviético, Nazarbayev foi eleito presidente em 1991, ano em que a União Soviética se desintegrou, e reeleito em 1999 e 2005, estando no poder há mais de 20 anos. Convergência Lula é o primeiro presidente da América Latina a visitar o país, que tem umas das maiores reservas inexploradas de petróleo do mundo.

Segundo Lula, Brasil e Cazaquistao convergem na iniciativa de democratização da ordem mundial. "O mundo mudou, e é preciso agir conforme as novas regras", disse.

Ao descrever o encontro com o presidente cazaque, Lula disse: "Mencionamos as iniciativas para reformas das instituições econômicas e políticas", disse, referindo-se à ordem global e não à situação interna do Cazaquistão, cujo presidente vem sendo reeleito em pleitos criticados por diversas organizações.

Brasil e Cazaquistão têm um volume de comércio ínfimo, de US$ 50 milhões, segundo a embaixada brasileira em Astana. Os números do governo do Cazaquistão são maiores, de US$ 270 milhões. A diferença se deve à triangulação no comércio que faz com que o país seja passagem para outros destinos de exportações brasileiras na região. Os dois países dizem ver um grande potencial de expansão.

Lula anunciou que, em setembro, o vice-ministro brasileiro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio virá ao Cazaquistão, acompanhado de uma missão empresarial, e que o Ministério das Minas e Energia vai discutir parcerias com o país na área de biocombustíveis e petróleo.
O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, acrescentou que o BNDES e o banco de fomento cazaque estão próximos de uma parceria que pode prever o financiamento de investimentos recíprocos.
Nova Ordem
As declarações de Lula sobre a nova ordem global, ao lado do presidente do Cazaquistão, reforçam o resultado da cúpula dos países emergentes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), realizada nesta terça-feira na cidade russa de Ecaterimburgo.
No documento final, eles defenderam uma serie de interesses comuns principalmente na área econômica e financeira.

O presidente cazaque mencionou que existe grande potencial de ampliar a relação entre os dois países, citando possibilidades na área de economia e também de intercâmbio político, sem dar detalhes.

Durante o discurso, Lula mencionou também um projeto que levou 26 adolescentes do Cazaquistão para jogar futebol no Brasil. O projeto, Olé Brasil F.C., tem mais 11 na lista de espera.

"Espero que os jovens no Cazaquistão não fiquem melhores do que os brasileiros, no máximo, iguais", brincou Lula.

Resumo de notícias desta manhã no Congresso

TUMA QUER CAUTELA QUANTO À SITUAÇÃO DE SARNEY: O corregedor do Senado tem evitado comentar a situação do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), acusado de nomeações ilegais por meio de atos administrativos secretos. Romeu Tuma defende a apuração do caso, mas prega cautela: “vamos esperar o levantamento e o relatório da comissão que está apurando os atos”, ressalta.

NA CORDA BAMBA: Os atos administrativos secretos devem derrubar outro diretor-geral do Senado. A disputa pelo cargo opõe dois grupos políticos distintos: o do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e o do senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Cristovam Buarque apoia afastamento do diretor-geral do Senado. “O presidente Sarney demonstrou que ficou descontente”, diz. Ele confirma conversas com Demóstenes Torres, Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon sobre a crise na Casa.

REFORMA ELEITORAL: o Advogado-geral da União, José Tofolli, diz que o Congresso Nacional se omite ao não votar a reforma eleitoral e definir, por exemplo, regras para o financiamento de campanhas. Ele defendeu a atualização da lei e sustentou: “essas atualizações devem levar em conta um acúmulo que a Justiça Eleitoral tem na sua jurisprudência”.

VINCULAÇÃO DE BENEFÍCIOS AO SALÁRIO MÍNIMO: A Câmara dos Deputados deve votar hoje emenda do Senado que vincula todos os benefícios da Previdência Social ao índice de reajuste do salário mínimo. Também pode ser votada a MP que libera cerca de R$ 130 milhões para prevenir e combater a nova gripe.