quarta-feira, 24 de junho de 2009

Oposição entra hoje com pedido de CPI para investigar Caixa 2 de Richa

Nesta quarta feira (24), os vereadores de oposição na Câmara Municipal entram com pedido para instalação da CPI que deverá investigar as denúncias de Caixa 2, na campanha de reeleição de Beto Richa. Decisão referendada na reunião de ontem que formou o Comitê Pró investigação do Caixa 2, com a presença de representantes do PT, PSC, PCdoB, PMDB, PMN e PRTB. Para a instalação da CPI, são necessárias 13 assinaturas.Até agora, os cinco do PT e PMDB já confirmaram que irão assinar o documento. O PSC, representado pelo presidente municipal da legenda, Lineu Tomass, informou que o partido definiu pela assinatura do vereador Julião Sobota (”Julião da Caveira”). O vice-líder do PT, Vereador Pedro Paulo (PT) explica que “a proposição de uma CPI é defendida pelos partidos porque o caso envolve pessoas vinculadas a Prefeitura com cargos de carreira, secretário interino e ainda há promessa de cargos públicos em troca de apoio eleitoral. A partir do momento que os fatos envolvem cargos custeados pelo poder público, a câmara tem o dever de apurar.”
Após a entrada com o pedido da CPI no sistema intranet da Câmara, o segundo passo é a coleta de assinaturas, para que o mesmo possa ser votado. O primeiro vereador a ser procurado, na própria quarta feira, será o Vereador Julião Sobota, do PSC. Outros vereadores já foram consultados, porém ainda não emitiram nenhuma posição.Vereadores votam pedido de informação sobre envolvidos no escândalo do “Caixa2” que não foram demitido.
Após a divulgação pela imprensa de todas as denúncias contra o Prefeito Beto Richa, a oposição emitiu nota informando sobre as primeiras ações a serem tomadas. Entre elas, um requerimento solicitando informações do Prefeito Beto Richa sobre todos os envolvidos ( ex candidatos do PRTB) no escândalo da “troca de favores” que ainda continuam lotados em cargos na Prefeitura. O pedido de informação, que deveria ter sido votado nesta terça, foi prorrogado para a sessão desta quarta.
Assessoria de imprensa / PT Curitiba

Lula: distribuir renda é o melhor instrumento para revitalizar a economia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (23), em evento sobre a revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro, que distribuir renda às camadas mais pobres da população é mais eficaz na revitalização da economia do que cortes de impostos direcionados a empresários.

"Cada real na mão do pobre volta automaticamente para o comércio, para o consumo e move a economia. Esse dinheiro não vai para bancos, para derivativos, vai para o comércio”, disse Lula.
Lula afirmou ainda que, desde o início de seu mandato, as desonerações promovidas pelo governo a diferentes setores da economia já somam cerca de R$ 100 bilhões. "Imagina R$ 100 bilhões na mão do povo brasileiro", frisou.

Citando o exemplo dos R$ 40 bilhões em arrecadação que o governo perdeu com o fim da Contribuição Previdenciária sobre Movimentação Financeira (CPMF), Lula disse: "Perdemos R$ 40 bilhões (que seriam destinados) para a saúde e não vi ninguém reduzir seus preços. Diziam: se deixarmos os R$ 40 bilhões (da CPMF para a) saúde na mão do Lula, ele vai ganhar a eleição. Ganhei e vamos ganhar de novo”, frisou o presidente em seu discurso.

Em entrevista depois do evento, o presidente ressaltou que, por outro lado, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que se refletiu na redução dos preços de automóveis e eletrodomésticos, ajudou a movimentar a economia nestes tempos de crise financeira.
Porto do Rio

O presidente participou da assinatura de acordos para dar início às obras de revitalização da região portuária do Rio. Lula chegou ao Píer Mauá acompanhado dos ministros Márcio Fortes (Cidades), Luiz Barreto Filho (Turismo) e Pedro Brito (Portos). Em seu discurso, disse que, ao ver tantos casarões históricos abandonados na região, percebeu a que irresponsabilidade dos governantes com que já está construído foi tanta que permitiu que o problema da degradação se proliferasse. “Se uma telha quebra é preciso consertar logo. Se não conserta, tem de tirar a cama do lugar ou colocar um balde e ficar ouvindo aquele toc, toc, toc”, disse o presidente.
A primeira fase das obras que tem início oficialmente nesta terça-feira (23). Neste fase será construído o novo acesso ao porto pela Avenida Brasil. Também será derrubada uma alça de acesso ao Viaduto da Perimetral. A primeira fase da obra tem prazo de dois anos para ser concluída.
Revitalização

O plano prevê a reurbanização da Praça Mauá e das principais vias próximas, como a Avenida Rodrigues Alves e a Rua Sacadura Cabral. Dezenas de imóveis antigos, que serão reformados, vão abrigar cerca de 500 famílias. Na Praça Mauá, será construído um estacionamento subterrâneo, com capacidade para mil carros. Melhorar o trânsito da região é uma das metas do plano de revitalização, que também tem projetos de habitação, saneamento básico, calçamento de ruas e iluminação pública. Haverá ainda iniciativas voltadas para cultura e lazer, como a reforma de praças e criação de ciclovias. Entre os bairros da Zona Portuária que serão beneficiados estão Caju, Santo Cristo, Gamboa, Saúde e parte de São Cristóvão, Cidade Nova e Centro.
Espaços culturais no Píer Mauá

O Píer Mauá também será reurbanizado. A área vai ganhar espaços culturais, jardins, quiosques e chafarizes. Em parceria com a Fundação Roberto Marinho, serão construídos o Museu do Amanhã, espaço dedicado à arte e à ciência, em galpões dos cais do porto, e a Pinacoteca do Rio, que vai receber coleções particulares e exposições permanentes sobre a cidade.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Governo Lula vai investir R$ 107,5 bilhões em Plano Agrícola e Pecuário

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira (22), em Londrina (PR), o Plano Agrícola e Pecuário 2009/2010 com o montante de R$ 107,5 bilhões para o setor rural.
O valor representa 37% a mais de recursos para o campo em relação à safra passada. A agricultura comercial contará com R$ 92,5 bilhões e a familiar com R$ 15 bilhões. O plano safra 2009/2010 tem como foco central o incentivo ao médio produtor rural, ao cooperativismo e à produção agropecuária com respeito ao meio ambiente.

O deputado Assis Miguel do Couto (PT-PR), da comissão de Agricultura, acompanhou o lançamento do Plano e destacou que o governo Lula elevou fortemente os recursos que estarão disponíveis para o setor agropecuário. “Esse é o maior Plano Safra do país, tanto em volume de recursos como em ações para estimular o crescimento da produção agrícola. Esse incentivo vem em boa hora para ajudar o Brasil e dar respostas positivas à crise financeira mundial”, afirmou o petista. O deputado ressaltou que a ampliação dos recursos e os cuidados ambientais incluídos no plano são fundamentais. “Com esse vigor e com os critérios que serão exigidos tenho certeza de que o benefício não será apenas dos agricultores. Haverá mais produção, mais emprego e mais renda para boa parte da população brasileira”, acrescentou.
Cooperativas

Os programas de investimento tiveram acréscimo de 37% na safra 2009/2010 e vão contar com R$ 14 bilhões. Destacam-se a criação do Procap-Agro (Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias) que terá R$ 2 bilhões, o fortalecimento do Proger Rural (Programa de Geração de Emprego e Renda) de R$ 2,9 bilhões para R$ 5 bilhões, e a ampliação do Produsa (Programa de Incentivo à Produção Sustentável do Agronegócio) de R$ 1 bilhão para R$ 1,5 bilhão.

Os recursos para custeio e comercialização a taxas fixas subiram 20,2%, para R$ 54,2 bilhões. Os preços mínimos fixados para 33 culturas foram reajustados: o do arroz e do leite, por exemplo, foram elevados em 20 e 15%, respectivamente.

Para o Programa de Subvenção ao Seguro Rural, o orçamento para 2009 é de R$ 182 milhões. Para atender à demanda apresentada pelas seguradoras, o governo federal está propondo ao Congresso Nacional a elevação deste valor para R$ 273 milhões. Esses recursos possibilitarão o atendimento a 90 mil produtores e cobertura de 8,1 milhões de hectares, quase o dobro do verificado em 2008.

Para ter acesso ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, ao Proagro ( Programa de Garantia da Atividade Agropecuária ) e ao Proagro Mais, o produtor deve seguir as recomendações do zoneamento agrícola de risco climático. Para a safra 2009/2010, o Mapa aumentará de 25 para 39 o número de culturas contempladas pelo zoneamento. Além de culturas regionais, o governo dá prioridade a novas culturas com potencial para a produção de biocombustíveis, conforme os objetivos do Plano Nacional de Bioenergia.
Liderança do PT/Câmara (www.informes.org.br)

Sarney usou verba para organizar biblioteca, diz jornal

Senador gastou R$ 8.600 para contratar empresa que organizou livros.Assessoria de Sarney diz que acervo serve à sua atividade parlamentar.
O presidente do Senado, José Sarney, gastou R$ 8.600 da sua verba indenizatória entre abril e maio para contratar uma empresa para organizar seu arquivo pessoal de livros e documentos, afirma a edição desta terça-feira (23) do jornal "Folha de S.Paulo".

De acordo com o jornal, o pagamento faz parte da primeira leva de gastos com a verba indenizatória publicada deste esta segunda no site do Senado.
Por meio de sua assessoria, o presidente do Senado justificou o gasto com a verba, destinada a despesas com a atividade parlamentar, dizendo que o acervo é um importante instrumento de trabalho e serve à sua atividade como senador.

Funcionário

Nesta segunda (22), Sarney teve que dar novas explicações sobre funcionários ligados a seu gabinete. Dessa vez sobre a denúncia de que o funcionário Raimundo Nonato Quintiliano Pereira Filho, que trabalha na fundação José Sarney, em São Luís, recebe salário do Senado.
Raimundinho", como é conhecido, é lotado no gabinete do senador Lobão Filho.

A assessoria de José Sarney disse que Raimundo Nonato trabalha sim na fundação, mas como voluntário e não há nenhuma irregularidade nisso.

Mordomo
Na segunda, Sarney também negou a notícia publicada no sábado no jornal "O Estado de S. Paulo" de que a filha dele, a governadora Roseana Sarney, mantinha na casa dela, em Brasília, o mordomo Amaury de Jesus Machado, com salário de R$ 12 mil pago pelo Senado.

”A senadora Roseana não tem mordomo em casa.o senhor Amaury é chofer do Senado ha 25 anos", disse.

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“Não fui eleito para limpar lixo das cozinhas” diz Sarney

Presidente do Senado rebate críticas de parlamentares que pedem "limpeza" na Casa após denúncias.
Após ouvir novos discursos de senadores a respeito da crise no Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), reafirmou nesta segunda-feira (22) que tomou todas as providências para acabar com as irregularidades na Casa e punir os culpados.
Respondendo a críticas do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), que questionou a maneira como Sarney vem administrando a crise criada com denúncias de irregularidades, o presidente afirmou que não foi eleito para limpar a cozinha da Casa.
“Eu julguei que tivesse sido eleito presidente para presidir, politicamente, essa Casa, e não para ficar submetido a procurar a despensa ou a limpar o lixo das cozinhas”, afirmou.
Sarney diz que logo que surgiram as denúncias contra o então diretor-geral do senado, Agaciel Maia, o exonerou "imediatamente" do cargo e fez o mesmo em relação ao então diretor de Recursos Humanos da Casa, João Carlos Zoghbi.
O peemedebista ressaltou que desde que assumiu a Presidência do Senado mandou fazer uma auditoria geral nos contratos de compras e prestação de serviços. “Ninguém teve surpresa maior do que eu quando se disse que tínhamos atos que não eram publicados. Eu não sabia disso, nunca pensei que existisse isso aqui nesta Casa.” “Quero dizer à Casa que fique tranquila porque ninguém vai acobertar ninguém, nem evitar que qualquer pessoa seja punida como deve ser”, afirmou em plenário.
Sarney também negou a acusação de que sua filha, Roseana Sarney, mantinha em sua residência em Brasília um mordomo pago pelo Senado. Segundo ele, o funcionário Amauri, que teria sido apontado como mordomo, é motorista do Senado há 25 anos, tendo servido aos senadores Alexandre Costa e Lourival Batista, e trabalhado na garagem da Casa.
O senador concluiu admitindo que "a parte relativa à administração" do Senado "realmente tem defeitos, tem vulnerabilidades imensas", e afirmou que está "procurando corrigir e identificar, para que o Senado possa ter uma posição muito melhor.
Críticas
Mais cedo, o senador do PSDB Arthur Virgílio criticou a forma como Sarney vem lidando com as denúncias de irregularidades na Casa. Ele pediu a demissão do ex-diretor-geral Agaciel Maia, a quem acusa de chantagear senadores para tentar abafar investigações.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) pediu o afastamento de Sarney da presidência da Casa por 60 dias, até que todas as denúncias contra o Senado sejam apuradas.
Enfraquecido e objeto de pressão crescente dos seus pares, o também ex-presidente da República pode sucumbir à crise se não recuperar o controle do Senado. A avaliação é de aliados e adversários. Se não estancar a atual sangria, pode ser levado a se afastar do cargo.
A saída para evitar esse desfecho é anunciar medidas administrativas que realmente moralizem e tirem a Casa do calvário. Esse seria o antídoto para preservar-se no comando, que assumiu em fevereiro.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Diretores do Senado vão ter que ser demitidos, afirma João Pedro

O senador João Pedro (PT-AM) afirmou na tarde desta segunda-feira (22) que dois diretores do Senado – Agaciel Maia e José Carlos Zoghbi – deverão ser demitidos pelo rol de denúncias a eles atribuídas, como "os mais de 30 contratos mal explicados com empresas privadas".
João Pedro refutou qualquer tipo de chantagem pelos diretores e se solidarizou ao senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) que denunciou ter sido vítima de má fé pela dupla. "Chantagem não é algo republicano. Temos que fazer uma cirurgia sem anestesia porque o Senado não pode ficar à mercê de interesses de grupos internos", disse João Pedro.
O senador petista defendeu que o Senado deve uma resposta à sociedade, com mudanças administrativas no trato da coisa pública. "O importante desta sessão é que o presidente do Senado, José Sarney, está presente. Temos que agir e fazer o enfrentamento. Se algum senador estiver envolvido, deverá responder na comissão de ética. O que não podemos é achar que não temos crise", afirmou.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Liderança do PT no Senado

Aumenta pressão e senadores cobram Sarney

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tornou-se refém do recente escândalo que atingiu a instituição. Enfraquecido e objeto de pressão crescente dos seus pares, o também ex-presidente da República pode sucumbir à crise se não recuperar o controle da Casa.

A avaliação é de aliados e adversários. Se não estancar a atual sangria, pode ser levado a se afastar do cargo.


A saída para evitar esse desfecho é anunciar medidas administrativas que realmente moralizem e tirem a Casa do calvário. Esse seria o antídoto para preservar-se no comando do Senado, que assumiu em fevereiro.


"Depende muito de sua atuação nos próximos dias. Se estabelecer medidas concretas, ele recupera energia. Caso contrário, o risco político é muito grande", afirmou à Reuters o senador Renato Casagrande (PSB-ES).


A semana é decisiva. Na terça-feira, o primeiro secretário da Casa, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), tornará público os mais de 600 "atos secretos", realizados em sua maioria com o objetivo de esconder medidas como criação de cargos e aumento de salário.


A extensão do escândalo ainda é desconhecida. Ninguém sabe exatamente quantas e quais funcionários se beneficiaram da prática, assim como ninguém sabe se, na vasta lista, Sarney figura como um dos favorecidos. Por lei, todos os atos devem ser publicados na data em que as mudanças foram feitas. Os atos devem ser publicados num sistema interno e também no Diário Oficial do Senado.


"Os senadores são prisioneiros dos próprios fatos. A depender (do conteúdo) dos atos secretos, vão rolar algumas cabeças", disse à Reuters o senador José Agripino (DEM-RN), lide da bancada.


Na semana passada, Sarney subiu à tribuna do plenário e afirmou que a crise era do Senado, não dele.


Os atos secretos são práticas que datam de 1995, ano que coincide com a indicação do servidor Agaciel Maia, ex-diretor-geral afastado do posto em março após denúncias sobre a evolução de seu patrimônio. Ele não teria declarado uma mansão avaliada em 5 milhões de reais. Foi Sarney quem o nomeou.


Outro pivô da crise é o ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi, que usou apartamento funcional pago com dinheiro público para acomodar familiares. Ele mora numa mansão em Brasília.


Tanto Agaciel como Zoghbi são suspeitos de terem determinado a omissão dos atos. Não se sabe, ainda, a mando de quem.


AFASTAMENTO DO CARGO


Num sinal claro de que a crise subiu mais um degrau, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) fez um forte discurso no plenário nesta segunda-feira.


Segundo ele, Agaciel Maia teria usado atos secretos para chantagear parlamentares e se manter no cargo.


"Há senadores com mandato por trás de Agaciel", disse o tucano sem apontar nomes.


Dirigindo-se a Sarney, foi enfático: "Se Vossa Excelência não puder romper com essa camarilha, perderá as condições de governar esta Casa. Vossa Excelência não necessariamente tem que sobreviver. Quem tem que sobreviver é o Senado Federal."


Em resposta, o presidente do Senado garantiu que não "acobertará ninguém" e afirmou que nomeou Agaciel atendeu a diversos pedidos de senadores à época.


Também presente no plenário, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) pediu que o colega se licencie do cargo.


A pressão lembra o passado recente, quando o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) não resistiu às pressões e afastou-se do posto para fugir da cassação. Acusado de quebra de decoro por supostamente ter despesas pagas por um lobista, foi levado ao julgamento do plenário e absolvido pelos pares.



O Globo

Assentamento rural do PR recebe ligação número 2 milhões do Luz para Todos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta segunda-feira (22) da cerimônia de comemoração dos 2 milhões de ligações realizadas pelo Programa Luz para Todos. A celebração será realizada no assentamento Robson Vieira, no município de Congonhinhas, a 79 km de Londrina (PR). O beneficiado com a ligação é o agricultor assentado Odair Sardor.
Na ocasião, também será inaugurada no assentamento um telecentro que contará com dez computadores doados pela Eletrosul.

Criado em 2004, o Programa Luz para Todos já beneficiou cerca de 10 milhões de pessoas no meio rural, o que representa a totalidade das famílias dessas localidades sem acesso à energia elétrica, de acordo com o Censo Demográfico de 2000. No Paraná, foram realizadas aproximadamente 49 mil ligações, que atendem cerca de 246 mil pessoas. Em Congonhinhas, foram atendidas 315 famílias e, no assentamento Robson Vieira, 39 famílias foram beneficiadas.
Desde o início do programa, foram gerados 300 mil empregos e implantados 4,62 milhões de postes, 883 mil km de cabos e 708 mil transformadores. O investimento do governo federal no programa é de R$ 9,8 bilhões, dos quais R$ 6,9 bilhões já foram liberados. Também está prevista a contratação de R$ 1,7 bilhão pelos governos estaduais.

O estado da Bahia já beneficiou 1,6 milhão de pessoas, enquanto Minas Gerais e Pará levaram energia elétrica para mais de 1,1 milhão de moradores do meio rural. Além disso, 13 estados superaram a meta pactuada inicialmente. Um dos objetivos do Luz para Todos é que as famílias atendidas utilizem a energia elétrica de forma produtiva, gerando renda e trabalho. O programa tem proporcionado aos beneficiados a utilização de equipamentos elétricos que facilitam o trabalho no campo e permitem a saída das famílias da produção de subsistência para a comercialização do excedente.

Pesquisa

Estudo realizado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) mostra o impacto do programa nas comunidades atendidas. De acordo com a pesquisa, 60,9% dos beneficiados recebem até 1 salário mínimo por mês e 36% recebem até 3 salários mínimos; 4,8% do total de famílias pesquisadas (960 mil famílias) vieram a residir no meio rural após a chegada da energia elétrica.
A pesquisa também identificou que a qualidade de vida e as condições de moradia dos moradores melhoraram respectivamente em 89,3% e 86%, respectivamente. A renda familiar aumentou para 35,8% e as oportunidades de trabalho melhoraram para 34% dos pesquisados. Nos estudos, 41,1% passaram a realizar atividades escolares no período noturno. A aquisição de eletrodomésticos também cresceu: 78,5% adquiriam televisor, 73,1% compraram geladeira e 44,7% passaram a ter equipamento de som em seus lares. Esses números correspondem à comercialização de aproximadamente 1,5 milhão de televisores, 1,4 milhões de geladeiras e 890 mil unidades de aparelhos de som.

PED: MovimentoPT indica Magela para disputar presidência nacional

A tendência interna MovimentoPT decidiu indicar o deputado federal Geraldo Magela para disputar a presidência do Partido nas eleições internas que serão realizadas no mês de novembro.

Na reunião realizada na semana passada, a tendência decidiu que terá como bandeira central de sua campanha a construção da unidade partidária para levar a Ministra Dilma Roussef à vitória na disputa para a Presidência da República.

A continuidade do bem sucedido projeto nacional, hoje liderado pelo PT e pelo Presidente Lula, é a prioridade da tendência MovimentoPT. Neste sentido, a candidatura de Magela defenderá um programa de alianças que tenha como estratégia inicial a manutenção da coalizão de partidos que hoje garante apoio ao governo no Congresso Nacional.

Na visão da tendência, a política de alianças deve priorizar o projeto nacional, sem anulação do PT nos estados. Para isso, Magela defenderá um permanente e imediato diálogo da Executiva Nacional do Partido com os dirigentes estaduais, a fim de diminuir as tensões internas e assegurar palanques fortes em todo o país.

Nas questões internas, Magela defenderá um novo pacto partidário, onde a unidade seja buscada acima das diferenças entre os diversos grupos que disputam a direção do Partido. Magela adotará como lema de sua campanha "PT para todos", como forma de demonstrar que a direção partidária deve ser exercida garantindo a participação efetiva de todos os segmentos do PT.
O deputado Geraldo Magela já ocupou a Secretaria Geral e a Tesouraria Nacional do Partido
. No Congresso Nacional, Magela será o relator geral do Orçamento do Governo Federal para 2010.

A executiva estadual do Partido dos Trabalhadores reúne-se para debater a sucessão estadual em 2010

SÃO PAULO - A executiva estadual do Partido dos Trabalhadores reúne-se nesta segunda-feira, 22, na sede do partido na capital paulista para debater a sucessão estadual em 2010. A possível candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) deverá estar na pauta das conversas, embora o assunto não tenha sido confirmado pelo presidente do diretório do PT paulista, Edinho Silva.

Edinho afirmou que a reunião faz parte da agenda de discussões do partido no Estado sobre a sucessão, mas lembrou que posição interna do PT é por um nome próprio. "Temos uma resolução ratificada em maio, que aponta para uma candidatura do partido", disse, na sexta-feira. "Isso não significa que o PT não vá dialogar com outras legendas. Ciro é uma liderança bastante respeitada dentro do PT", ponderou.

A eventual candidatura do deputado eleito pelo Ceará tem provocado desconforto no PT paulista, que tem vários nomes cotados para concorrer ao governo estadual, como o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e a ex-prefeita Marta Suplicy.

Na Assembleia Legislativa, os deputados petistas fecharam na semana passada posição em favor da candidatura própria do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No mesmo dia, Ciro Gomes admitiu estar pensando sobre a possibilidade de disputar o governo de São Paulo em 2010, mas que sua prioridade é a Presidência da República.

A respeito de concorrer a vice em uma chapa com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que "ninguém é candidato a vice". No mesmo evento, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, afirmou que a candidatura de Ciro ao governo de São Paulo só depende do PT.

Edinho Silva não está satisfeito com as discussões que estão sendo feitas, segundo ele por meio da imprensa, a respeito de uma eventual candidatura Ciro. "As lideranças têm o direito de defender outras posições, mas esse debate tem de ser feito dentro das instâncias partidárias e não pela imprensa", disse. Edinho diz que, se não houver "sobressaltos", o nome do PT para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes deve ser definido no final do segundo semestre.

Emprego com carteira assinada cresce pelo quarto mês consecutivo, mostra Caged

Em todo o Brasil foram criados 131.557 empregos com carteira assinada no mês de maio, equivalentes a crescimento de 0,41% em relação ao estoque do mês anterior. Esse aumento foi o melhor resultado mensal para o ano de 2009 e representou o quarto mês consecutivo de expansão, confirmando o quadro de recuperação dão emprego iniciado em fevereiro.
O número de admissões no mês foi de 1.348.575, o segundo maior da série do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), dados divulgados hoje pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, em coletiva em Brasília.

"É a primeira vez este ano que todos os setores da economia em todas as regiões do país apresentam saldo positivo de emprego. É a prova de que a recuperação está acontecendo de forma coerente, permanente e segura", analisou Lupi.

Nos cinco primeiros meses de 2009, verificou-se o incremento de 180.011 postos de trabalho, representando uma expansão de 0,56%, tomando como referência o mês de dezembro de 2008.
Nos últimos 12 meses, o emprego formal elevou-se em 1,84%, resultante da criação de 580.269 postos de trabalho. Entre janeiro de 2003 a maio de 2009 foram gerados 7,9 milhões de postos de trabalho no país.

"O Brasil vê a crise pelo espelho retrosivor. O governo insiste em medidas de incentivo à economia, baixando os juros e incentivando o crédito. Em breve teremos baixa nas taxas das linhas do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Isso vem garantindo o consumo interno; e já na virada do semestre temos mostras do aumento da demanda nos setores de exportação", comentou o ministro.

Hoje no país, 32.173.313 trabalhadores possuem carteira assinada, mais pessoas com direitos como INSS, 13º salário, férias remuneradas, seguro-desemprego. Setores
Os dados mostram expansão generalizada, merecendo destaque a Agricultura, os Serviços, a Construção Civil e o Comércio. A Agricultura foi responsável pela geração de 52.927 postos de trabalho (+3,36%), evidenciando um desempenho mais favorável comparativamente ao verificado em maio de 2008 (+47.107 postos ou +2,89%). Tal comportamento se deu por variáveis de cunho sazonal (cultivo de cana-de-açúcar e café no centro-sul do país) e conjuntural, que possibilitaram a continuidade do processo de recuperação iniciado em fevereiro de 2009.
O setor Serviços respondeu pela criação de 44.029 postos, o quinto maior saldo da série para o período, representando uma elevação de 0,34% no estoque de emprego. Esse desempenho decorreu do aumento de todos os segmentos que compõem o setor, com destaque para Serviços de Alojamento, Alimentação e Reparação (+16.140 postos ou +0,35%, o terceiro maior saldo da série do Caged), Serviços de Comércio e Administração de Imóveis (+8.582 postos ou +0,25%), Serviços de Ensino (+7.656 postos ou +0,62%) e Serviços Médicos e Odontológicos (+7.335 postos ou +0,55%), sendo que os saldos destes dois últimos segmentos foram recordes para o período na série histórica do Caged. O segmento das Instituições Financeiras, apesar de apresentar uma geração modesta de empregos (+238 postos de trabalho, ou 0,04%), mostrou uma reação em relação aos resultados dos últimos meses.

A Construção Civil, com a geração de 17.407 postos (+0,88%), apresentou o segundo melhor saldo em toda a série do Caged para o período e o melhor desempenho de 2009, constituindo o quinto mês consecutivo de crescimento.

O setor Comércio deu sequência à recuperação iniciada no mês anterior, ao gerar 14.606 postos de trabalho (+0,21%), resultado superior ao verificado no mês de abril de 2009 (+5.647 postos, ou +0,08%). Esse desempenho foi oriundo de elevações do emprego, pela primeira vez no ano, nos seus dois segmentos (Varejo: +13.820 postos; Atacado: + 786 postos).

A Indústria de Transformação registrou relativa estabilidade, ao responder pelo incremento de 700 postos de trabalho (+0,01%), indicando, contudo, o segundo mês consecutivo de resultado positivo no ano. Dos doze ramos que compõem o setor, cinco obtiveram saldo positivo, com destaque para a Indústria de Produtos Alimentícios (+13.382 postos ou +0,74%), com resultado superior ao ocorrido em maio de 2008 (+11.103 postos ou +0,61%), e a Indústria Têxtil (+2.124 postos ou +0,22%), com saldo positivo pelo segundo mês consecutivo no ano. As Indústrias Metalúrgica (-5.499 postos ou -0,78%) e Mecânica (-2.917 postos ou -0,58%) mantiveram suas trajetórias negativas, porém num ritmo menos acentuado comparativamente aos resultados do mês anterior (-9.025 e -5.650 postos, respectivamente).
Regiões

No recorte geográfico, todas as cinco regiões obtiveram acréscimo no número de empregos, e evidenciaram pela primeira vez resultado positivo. No Sudeste foram 100.020 postos novos (+0,56%), 13.731 vagas no Nordeste (+0,29%), 7.233 no Centro-Oeste (+0,31%), 5.534 no Sul (+0,09%) e 5.039 postos no Norte (+0,39%).

Estados - Em termos de Unidades da Federação, dezoito apresentaram desempenho positivo, das quais Rondônia (+5.361 postos) obteve resultado recorde para toda a série do Caged, Acre (+443 postos) ficou com o terceiro melhor resultado para o período e Espírito Santo (+10.061 postos) ficou com o segundo melhor saldo para o período e terceiro melhor saldo em toda a série do Caged. Em valores absolutos, merecem destaque São Paulo (+44.521 postos), Minas Gerais (+37.518 postos) e Paraná (+11.682 postos). Por outro lado, os estados do Rio Grande do Sul (-4.076 postos) e Santa Catarina (-2.072 postos) foram os destaques negativos no período.
Interior x áreas metropolitanas - As Regiões Metropolitanas registraram elevação de 0,26% no nível de emprego, em relação ao mês anterior, o que correspondeu a um incremento de 34.202 postos de trabalho, resultado menor que o registrado para o conjunto dos municípios do interior desses aglomerados urbanos (+79.218 postos ou +0,68%), cujo dinamismo está associado, em grande parte, à cadeia sucroalcooleira da região centro-sul do país. Destacaram-se os interiores dos estados de Minas Gerais (+32.621 postos ou +1,56%) e São Paulo (+31.472 postos ou +0,63%). Nas Regiões Metropolitanas o destaque ficou para São Paulo (+13.049 postos ou +0,23%).

DN ressalta protagonismo do Brasil no mundo e preparação do PT para vencer em 2010

O Diretório Nacional do PT, reunido em São Paulo nos dias 18 e 19 de junho, aprovou Resolução Política.O documento ressalta protagonismo do Brasil nos grandes foruns mundiais, como o G-20, BRICs e nos da América Latina e a reação positiva do governo federal perante a crise global.
“O Brasil, apesar da torcida antipatriótica da oposição, está conseguindo êxito no combate aos efeitos da crise, através do PAC, do aumento do salário mínimo a expansão do Bolsa-Família e outros programas sociais e do maior programa habitacional da nossa história”, diz um trecho da resolução.

O DN ressalta também no documento que o partido se prepara para enfrentar as eleições em 2010 satisfeito pela grande aprovação do governo Lula, mas consciente de que para chegar à vitória será preciso muita mobilização popular.

Irregularidades. Técnicos da própria Casa descobriram casos de nepotismo e superfaturamento de contratos

Senado fraudou terceirizações, revela auditoria
Enquanto espera por auditorias externas, o Senado já descobriu por conta própria irregularidades em todos os 16 contratos para fornecimento de mão de obra terceirizada. Os documentos foram analisados por uma comissão de técnicos da Casa. O grupo sugere o fim dos vínculos atuais e a imediata abertura de novas licitações. Foram detectados casos de nepotismo, superfaturamento, pagamentos por serviços nunca prestados e perpetuação de empresas por meio de contratos aditivos. Todos esses contratos foram assinados durante a gestão de Agaciel Maia, ex-diretor geral do Senado, que ocupou o cargo por 14 anos. Atualmente há 34 fornecedores de mão de obra no Senado, ao custo anual de R$ 155 milhões. Os funcionários terceirizados já são 3.516, superando os servidores de carreira, estimados em 2.500.
Todos os contratos suspeitos serão analisados pela comissão, criada em março pelo primeiro secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI). Os auditores descobriram que os critérios dos contratos fogem do padrão adotado pelos demais órgãos públicos da União, a começar pelas concorrências. Nenhuma empresa foi escolhida por meio de pregão eletrônico, a modalidade mais eficaz contra fraudes. Além disso, as licitações não foram precedidas dos chamados projetos básicos - obrigação prevista na Lei das Licitações. Esses projetos são responsáveis por detalhar os serviços os e evitar desperdícios.
A ausência deles, segundo a auditoria, "abre caminho a toda sorte de irregularidades". Segundo reportagem da "Folha de S. Paulo", a auditoria descobriu ainda que a empresa que presta suporte de informática à Casa contratou parentes de servidores. Outra empresa, que fornece técnicos para a Rádio Senado, é acusada de não pagar encargos trabalhistas a seus empregados. Nesses casos, a Justiça do Trabalho determina que a dívida seja assumida pelo órgão que terceirizou o serviço. Mesmo assim, a empresa atua há seis anos na Casa, beneficiada por autorização assinada por Agaciel. Para manter 64 funcionários na Casa, fatura R$ 4,1 milhões por ano.
Mudanças. Embora tenha levantado indícios de fraudes, a investigação feita pela comissão não tem objetivo de apontar culpados por prejuízos causados ao Senado. Isso só ocorrerá em uma segunda etapa, se os auditores sugerirem a abertura de comissões de sindicância. O principal objetivo agora é apontar mudanças para os futuros contratos. Nos 16 casos já analisados, algumas sugestões se repetem, entre elas a realização de licitações - mesmo para contratos que vencerão em 2010 - e de pesquisas de preço, outro cuidado elementar quase nunca praticado.
Petrobras CPI: A partir de hoje, os senadores da base aliada e oposição intensificam as articulações para indicar o relator e o presidente da CPI da Petrobras. Acordo entre os parlamentares confirmou para o próximo dia 30 a instalação da CPI. EscândalosDenúncias que envolvem o Senado neste semestre:
Atos secretos: Em junho, denúncias revelam que parentes de José Sarney e seus aliados foram nomeados em cargos de confiança por atos secretos.
Exoneração: Em março, o então diretor Agaciel Maia foi afastado por omitir a propriedade de uma casa avaliada em R$ 5 milhões.
Diretorias: Depois da saída de Maia, veio a público a informação de que o Senado empregava 181 diretores com salários em torno de R$ 20 mil.
Gastos: Em março, foi revelado o pagamento de R$ 6,2 milhões em horas extras a 3.883 servidores, que teriam trabalhado durante o recesso na Casa.
Fraudes: Documento que revela a existência de atos secretos já foi entregue ao senador José Sarney.
Sindicância aponta indícios de sigilo intencionalBrasília: O relatório final da comissão que levantou a existência de atos secretos do Senado complica o futuro do ex-diretor geral Agaciel Maia. O documento foi entregue ao presidente José Sarney (PMDB-AP). A conclusão final aponta que há indícios de "sigilo intencional" nessas decisões e sugere o que já foi feito pelo senador: a abertura de uma sindicância para investigar as responsabilidades.
É o primeiro documento oficial que levanta a suspeita de que boletins foram mantidos sob segredo nos últimos anos. Sarney já anunciou que o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público deverão acompanhar a sindicância que investigará os ex-diretores Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi. Foi uma ação apenas política - o caso já estava na mira dos dois órgãos.