quinta-feira, 25 de junho de 2009

Lula sanciona les que cria Ministério da Pesca


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona nesta sexta-feira (26/06), às 9h30, a Lei que cria o Ministério da Pesca e Aquicultura e a nova Lei da Pesca. Além do Presidente, o ato contará com a presença do ministro Altemir Gregolin. O evento acontece em Itajaí (SC), no Centro de Eventos da Marejada, na Avenida Beira-Rio, s/nº, Centro.

segundo o ministro Gregolin, essas duas leis são um presente para o Dia do Pescador, que é comemorado em 29/06, e atende a uma antiga reivindicação do setor. “As duas leis são extremamente importantes para o desenvolvimento do setor com avanços significativos que não estavam previstos na legislação anterior. Teremos agora mais autonomia e mais recursos para investirmos no aumento da produção e geração de empregos”, disse.

A criação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em substituição à Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (SEAP), representará não apenas o atendimento a uma antiga reivindicação de milhares de pescadores e aquicultores de todo o país, mas principalmente a consolidação das ações de governo voltadas para a promoção da melhoria de renda, estruturação da cadeia produtiva, ordenamento da captura e estímulo à aquicultura. “A criação do Ministério vai significar a consolidação das políticas de estado de longo prazo para o potencial aquícola e pesqueiro brasileiro, além de ser uma demonstração do compromisso do governo com essa atividade”, afirma Gregolin.
Já o projeto da Lei da Pesca, que tramitava no Congresso há 14 anos e, enquanto isso, o setor vinha sendo regulado pelo Decreto 221, de 1967, estava completamente defasado e não respondia mais às necessidades de pescadores, aquicultores e indústrias dos vários segmentos da cadeia produtiva. Com a nova legislação, os pescadores e aquicultores passam a ser considerados como produtores rurais, o que dará direito ao crédito rural com acesso a recursos mais baratos para financiar a produção. As empresas de beneficiamento, transformação e industrialização de pescado também poderão se beneficiar dessas linhas de crédito, mas apenas se comprarem a matéria prima diretamente dos pescadores ou de suas cooperativas.

Petista diz que Lula criou novos paradigmas para um Brasil melhor

O deputado José Genoino (PT-SP) ocupou a Tribuna nesta quarta-feira (26) para destacar os novos paradigmas do governo do Presidente Lula que, na sua avaliação, estão mudando o Brasil para melhor. “Paradigmas novos alternativos aos paradigmas do modelo neoliberal, recuperando o papel do Estado como articulador, como promotor do investimento produtivo e das políticas públicas, afirmando políticas de distribuição de renda, o que dá uma qualidade ao crescimento econômico”, disse.Genoino citou ainda a defesa da soberania nacional como um dos pilares da nossa política de inserção no mundo, “tanto nas relações econômicas, nas relações comerciais e financeiras, como no protagonismo político da diplomacia presidencial exercida pelo Presidente Lula”, disse.


José Genoino lembrou que no governo Lula a média do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi em torno de 4,1%. “Temos ainda a produção industrial que, apesar de uma acentuada queda, como reflexo da crise, começa a aumentar e recuperar o crescimento que, em relação ao mês anterior, chega a 1,1%. Em relação à produtividade da indústria, declaração do próprio Instituto de Estudos para Desenvolvimento Econômico afirma que o crescimento da produtividade da indústria em 2008 foi de boa qualidade, porque se deveu à expansão da produção física, bem como das horas pagas e do emprego”.




Com relação ao crescimento do comércio varejista, o deputado José Genoino afirmou que “o crescimento é resultado direto da política de distribuição de renda do governo Lula, que colocou no mercado consumidor em torno de 15 a 20 milhões de pessoas”.




Ele destacou ainda o crédito para pessoa física e jurídica, recuperado mesmo no quadro de contenção devido à crise. “Apesar da crise os indicadores mostram que estamos com bom desempenho no comércio internacional. A inflação está sob controle. Isso é público, ninguém questiona. E há criação de emprego. Mês a mês está-se recuperando o número de empregos com carteira assinada”.




Em relação ao salário mínimo, acrescentou Genoino, “recuperamos o poder de compra no período do governo Lula. Mesmo diante dos efeitos da crise, é a única experiência que mostra que houve um aumento do poder de compra do salário mínimo”. “Nas negociações salariais, ao longo do período do governo Lula, aconteceram com ganhos na maioria dos casos. Em 78% dos casos, houve ganhos acima da inflação. Esses resultados somados à estabilização da tendência à queda do Risco Brasil e do desempenho da economia brasileira no cenário internacional e no cenário interno, mostram que o Governo Lula está mudando o Brasil. Com essa nossa experiência ao longo desses 6 anos e meio, estamos construindo um projeto que está mudando o Brasil, um projeto democrático, um projeto popular e um projeto soberano do ponto de vista da presença do Brasil no mundo”, frisou José Genoino.


Senadores negam terem sido beneficiados por atos secretos

A informação de que pelo menos 37 senadores teriam sido beneficiados por atos secretos foi rechaçada por parte dos parlamentares ouvidos pelo Terra que aparecem na reportagem do jornal Estado de São Paulo desta terça-feira.

A reportagem traz uma lista de senadores de vários partidos que aparecem como supostos beneficiários das nomeações que não foram divulgadas por estes atos. Além disso, a matéria aponta nove senadores que assinaram os atos quando faziam parte da Mesa Diretora da Casa.
O senador petista Tião Viana (AC), que aparece entre os ex-integrantes da Mesa, garante que jamais assinou qualquer ato tendo conhecimento de que posteriormente o documento seria "escondido", ou seja, deixaria de ser publicado.

"Não acredito que eu tenha assinado algum ato, nunca vi um ato secreto na minha vida. Todo documento que assinei na Mesa foi fruto de uma decisão conjunta e foi levado ao Plenário para ser votado. Se depois de aprovado em plenário pelos 81 senadores, foi encaminhado para a publicação, foi transformado em ato secreto, aí já é coisa de bandido", disse.

Para ele, o ex-diretor Agaciel Maia agia em conjunto com outros servidores que se beneficiavam de alguma forma com os atos secretos. "Claro que tem alguém com ele, a ocultação de documentos é uma ação de quadrilha, alguém era beneficiado com isso. Isso vai aparecer, tem que se apurar, doa a quem doer", disse.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), também apontado como um dos ex-integrantes da Mesa que teria assinado um ato secreto, nega ter feito qualquer coisa neste sentido. "Não houve um ato que eu tenha assinado, que eu tenha tido conhecimento que tivesse sido secreto. Já mandei uma carta para o presidente Sarney dizendo que todo e qualquer ato que por ventura não tenha sido publicado deve ser anulado", afirmou.

O atual corregedor da Casa, Romeu Tuma (PTB-SP), que também já integrou a Mesa, seguiu a mesma linha de defesa. "Assinei vário atos, mas nunca vi nem ouvir ninguém pedir para não publicar", afirmou.

Na visão do senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), ainda é cedo para se dizer que os senadores que assinaram os atos estariam necessariamente envolvidos com o esquema supostamente coordenado pelo ex-diretor do Senado, Agaciel Maia.

"É prematuro fazer uma insinuação desta natureza. É preciso abrir esses atos e ver a natureza de cada um. É provável que a maioria desses atos seja fruto de uma decisão administrativa que não passa necessariamente pelas mãos dos senadores e, portanto, a responsabilidade seria de quem não publicou o material", disse.

O primeiro secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), vai divulgar nesta terça-feira um relatório feito para apurar a questão dos atos secretos.
O assunto também será debatido na reunião da Mesa marcada para o fim do dia.

Marina Mello
Direto de Brasília

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Secretaria do Senado assume contas paralelas

Segundo Prodasen, recursos alocados fora da Cota Única do Tesouro foram autorizados; Sarney ordenou fechamento das contas

A Secretaria de Informática do Senado (Prodasen) divulgou nota oficial na noite desta quarta-feira (24) informando que é sua a responsabilidade por duas contas bancárias da Casa, reveladas mais cedo.
As contas, abrigadas na Caixa Econômica Federal ora da Conta Única do Tesouro, somam R$ 3,7 milhões.
Segundo a nota, tratam-se de uma conta de arrecadação e de uma conta poupança em que são aplicados recursos próprios arrecadados por meio de fundo - o que é autorizado por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).
De acordo o Prodasen, os recursos das duas contas são provenientes de serviços prestados a outras instituições públicas e estão contabilizados pelo Sistema Integrado de Administração Financeiro do Governo Federal (Siafi) e são fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
"Ressalte-se que, toda a execução destes recursos, sempre foi feita através de orçamento integrante do Orçamento Geral da União", afirma a nota.
A secretaria declara ainda que o presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP), determinou o fechamento das contas. "Por determinação do excelentíssimo presidente do Senado Federal, o saldo destas contas será recolhido à conta única do Tesouro, e as mesmas encerradas."
O peemedebista havia ordenado a abertura de uma sindicância para investigar quem havia aberto as contas e os responsáveis por sua movimentação. A descoberta desses recursos partiu de uma investigação realizada pela Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle. O presidente da comissão, Renato Casagrande (PSB-ES), encaminhou ofício a Sarney comunicando o fato e recomendando uma série de providências.
Da Redação, com agências

Mesmo sem terceiro mandato, governo Lula pode continuar, diz Dilma

Ministra participa neste sábado de almoço na casa de Marta Suplicy.PEC do 3º mandato começou a tramitar esta semana.

Recebida em almoço na casa da ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse neste sábado (6), que o governo do presidente Lula pode ter continuidade mesmo sem um terceiro mandato.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, é recebida pela ex-prefeita Marta Suplicy para um almoço em sua casa, na capital paulista. Na foto, além da ministra e da ex-prefeita, as apresentadoras Luciana Gimenez (primeira à direita), Maria Paula (segunda à direita); e Adriane Galisteu (terceira à direita). (Foto: José Luís da Conceição/Agência Estado)

“O presidente tem razão (sobre o terceiro mandato) quando considera que a democracia brasileira é algo ainda frágil. (...) Agora, nós não temos como impedir que as pessoas tomem iniciativa. Então, apesar das reiteradas negativas, o que a gente pode fazer? Olhamos, esperamos que em determinado momento entendam que não é esse o projeto do governo. O governo pode continuar sem ser terceiro mandato”, afirmou a ministra.Na última quinta-feira, o deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) conseguiu 176 assinaturas válidas para iniciar a tramitação da nova proposta de emenda à Constituição (PEC), que permite um terceiro mandato para quem exerce o poder Executivo (presidente, governadores e prefeitos). A proposta prevê um referendo para consultar a população sobre a ideia. Questionada se um possível governo sob seu comando representaria um terceiro mandato, Dilma disse que essa é uma colocação política. “Eu entendo que digam isso, porque é uma colocação política. O que estão dizendo é o seguinte: não tem terceiro mandato para a mesma pessoa. Tem terceiro mandato para o mesmo projeto. É diferente”. Apesar disso, a ministra não respondeu sobre candidaturas. Segundo ela, ainda não há um projeto oficial de “tirada” de candidato no PT. “Entendo que meu nome apareça, mas sinto muito, não falo nem amarrada”. Dilma, no entanto, não descartou que possa concorrer a algum cargo eletivo. "Passar pelo crivo do eleitor é algo importante. Nunca me neguei, mas não tive essa oportunidade ainda".

Participam do almoço com a ministra, no Jardim Europa, em São Paulo, as apresentadoras Adriane Galisteu, Ana Maria Braga e Luciana Gimenez, a ex-jogadora de basquete Hortência, a filósofa Marilena Chauí, e a presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, entre outras. Antes de receber Dilma, Marta disse que a idéia do encontro é um bate-papo da ministra com as mulheres. Segundo ela, não há pauta definida. No cardápio do almoço, segundo a assessoria de Marta, há cuscuz de camarão, picadinho com batata palha e salada.






Amauri Arrais Do G1, em São Paulo

Com 176 assinaturas, PEC do 3º mandato começa a tramitar

Proposta tinha sido devolvida na semana passada por falta de assinaturas. PEC prevê referendo para consultar a população sobre a idéia.

O deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) conseguiu nesta quinta-feira (4) 176 assinaturas válidas para iniciar a tramitação da nova proposta de emenda à Constituição (PEC), que permite um terceiro mandato para quem exerce o poder Executivo (presidente, governadores e prefeitos).

Barreto já havia apresentado a proposta na última quinta-feira (29), com 183 assinaturas válidas. No entanto, 17 deputados retiraram os nomes e a proposta foi devolvida ao autor por falta do número mínimo de assinaturas necessárias.

No início desta semana, o deputado retomou a coleta de assinaturas, e conseguiu protocolar a proposta com 182 nomes. No final da noite desta quinta, com 176 assinaturas válidas, cinco a mais do que era necessário, a PEC entrou em tramitação. Primeiro, vai passar pela Comissão de Constituição e Justiça e depois por uma comissão especial.



A proposta prevê um referendo para consultar a população sobre a ideia. Barreto argumenta que o momento é o ideal para a aprovação da PEC porque poderia permitir a permanência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na linha de frente do combate à crise financeira internacional.



Para ser promulgada, e passar a integrar a Constituição, a PEC precisará ser aprovada em dois turnos de votação na Câmara e depois no Senado.




Do G1, em São Paulo

Proposta de reforma eleitoral libera doação via internet e uso do Twitter

Compra de espaço publicitário na rede, pelo texto, fica proibida. Para valer já em 2010, proposta tem que ser aprovada até setembro.

O grupo de trabalho responsável por propor mudanças na lei eleitoral apresentou um projeto de reforma nesta quarta-feira (24), em Brasília. Pelo documento, fica liberado o uso de e-mail, blogs, sites de relacionamento e até do Twitter nas campanhas, que começariam a partir do dia 5 de julho. Os candidatos também poderão receber doações via internet, mas somente de pessoas físicas. Apesar da liberação da rede para a campanha, os políticos ficarão proibidos de comprar espaços publicitários na internet. Os simpatizantes também vão poder fazer páginas na internet de apoio aos seus candidatos. Segundo o texto, outdoors nas ruas passam a ser irregulares. Pela proposta, os debates entre candidatos na internet também serão liberados, mas com as mesmas normas em vigor hoje: as regras devem ser aprovadas por dois terços dos participantes. Segundo o texto, as doações via internet terão um limite, como acontece atualmente. Cada doador poderá dar às campanhas até 10% de sua renda bruta anual. Pessoas jurídicas ficam impedidas de usar esse método para doação.


Urna eletrônica

O texto apresentado pelo grupo propõe uma auditoria em 2% de todas as urnas eletrônicas do país. A partir do ano que vem, diz o projeto, entraria em vigor uma norma que exige a apresentação de um documento com foto, juntamente com o título, na hora da votação. A proposta também implementa uma novidade a partir da eleição de 2014: a urna eletrônica passaria a apresentar um resumo de todos os votos e imprime uma cópia dele, que seria depositada em uma urna. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), deve apresentar o texto na próxima semana ao plenário. Para entrar em vigor já nas eleições de 2010, ele deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado até setembro deste ano.

Em crise, Senado inaugura Portal da Transparência

















Site traz lista de todos os funcionários efetivos e comissionados da Casa.Também há dados sobre atos secretos, licitações e gastos de senadores.

Página inicial do Portal da Transparência lançado nesta quarta pelo Senado, que traz informações sobre funcionários e contratos


Como reação às sucessivas denúncias contra a Casa, o Senado lançou na tarde desta quarta-feira (24) um “Portal da Transparência”. Está disponível no site a lista com todos os funcionários efetivos e comissionados da Casa. A lista dos terceirizados, segundo a Secretaria de Comunicação Social, será divulgada nesta quinta-feira (25). Na relação publicada aparece o nome do servidor e sua lotação, mas não há divulgação de salários.

O portal tem informações sobre a execução orçamentária da Casa, as licitações e os contratos, os gastos dos senadores com verba indenizatória e a lista dos funcionários. Os boletins suplementares com os atos secretos também estão publicados no novo site.

saiba mais
Senado tem contas bancárias paralelas, denuncia Renato Casagrande
Confira os atos secretos divulgados por comissão de sindicância do Senado
Diretor-geral e diretor de RH do Senado deixam cargos
Ex-diretores do Senado faziam parte de 'quadrilha', acusa líder do PSDB
Em depoimento, ex-diretores do Senado negam envolvimento com irregularidades


Segundo as informações divulgadas, o Senado tem 3.408 servidores efetivos e 2.876 funcionários comissionados, contratados sem concurso público. No portal, por exemplo, é possível ver que existem 48 servidores comissionados na Presidência do Senado e somente nove são funcionários efetivos. Na parte referente a Orçamento é possível verificar a evolução dos gastos na Casa desde 2001 e observar as empresas que receberam recursos do Senado em contratos de prestação de serviço ou alocação de mão-de-obra. No link de licitações e contratos, aparecem os avisos de concorrências e os resultados. Na parte de verba indenizatória é detalhado os gastos dos senadores nesta rubrica.

Contas secretas

Apesar da iniciativa, outro escândalo envolvendo o Senado foi revelado nesta quarta. O senador Renato Casagrande (PSB-ES), presidente da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, denunciou que
o Senado Federal tem contas bancárias paralelas à Conta Única do Tesouro Nacional, que é o meio oficial da movimentação de recursos públicos.

A denúncia foi feita por meio de um ofício enviado ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), na terça-feira (23), divulgado nesta quarta. Sarney determinou a abertura de uma comissão de sindicância na Secretaria de Controle Interno para apurar a denúncia. Agora a comissão tem sete dias, a partir de quinta-feira (25), para apresentar um resultado.De acordo com o senador, levantamento pedido por ele à Consultoria de Orçamento da Casa encontrou duas contas paralelas na Caixa Econômica Federal em nome do Senado. Uma delas é conta corrente e a outra conta poupança. Somadas elas estariam com saldo de R$ 3,7 milhões.


Nesta terça, o Senado divulgou a lista dos atos secretos editados pela Casa desde 1996. Ao todo, 663 atos secretos foram lançados em boletins suplementares nesse período, com a nomeação de servidores e a criação de comissões. Apenas um foi cancelado –o que garantia assistência médica vitalícia a ex-ocupantes dos cargos de diretor-geral e secretário geral da Casa.


Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

Pesquisa: PT é quem mais defende, pobres, trabalhador e classe média

Pesquisa realizada pelo Instituto GPP e divulgada no blog do ex-prefeito César Maia mostra o PT bem avaliado pelos eleitores em várias áreas.

Segundo dados replicados pela coluna Panorama Político, do jornal O Globo, o levantamento mostra que, na percepção dos entrevistados, o PT é o partido que mais defende a redução de impostos (31,6%), que mais defende os trabalhadores (67,7%), que mais defende os pobres (66,1%), que mais defende a classe média (27%) e o mais indicado para dirigir o Brasil? PT (43,3%).

A pesquisa, de acordo com o ex-prefeito do DEM, ouviu 2 mil pessoas entre os dias 11e 14 de junho.

Bancada afirma que petistas não compactuam com edição de atos secretos da Mesa

"A bancada do PT no Senado hipoteca irrestrita solidariedade aos senadores da bancada que participaram da Mesa Diretora do Senado Federal ao longo dos últimos anos, com a segurança de que estes jamais assinaram ou compactuaram com os chamados "atos secretos".
Esta bancada considera inaceitável que atos administrativos da Mesa Diretora não tenham respeitado o princípio constitucional da publicidade, previsto no artigo 37 da Constituição.
Exigimos rigorosa apuração, identificação dos responsáveis e punição dos envolvidos nestes atos."
Líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP).
Fonte: Assessoria de Imprensa da Liderança do PT no Senado

Juros do cartão de crédito chegam a 500% ao ano

Durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) sobre cartões de crédito, na manhã desta terça-feira (23), a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) mostrou a fatura de um usuário do cartão de crédito onde os juros cobrados para o próximo período – mês que vem – chegará a 15% ao mês, o equivalente a quase 500% ao ano.
"É um absurdo cobrar uma taxa de juro como esta. É quase duas vezes a taxa Selic", afirmou Ideli.
Segundo Ivo Pietas, diretor da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços, o custo elevado dos cartões é justificado pelo maior ingresso de pessoas de classes mais baixas ao mercado de consumo e, também, pela inadimplência.
Mas Ivo foi contestado pelo ex-diretor do Banco Central, Paulo Thadeu de Freitas, hoje da Confederação Nacional do Comércio (CNC), que alegou que os estabelecimentos comerciais acabam repassando para o preço cobrado dos consumidores o custo dos juros altos e porque utilizam esse meio de pagamento. "Se o sobrepreço for retirado do valor final dos produtos, o IPCA (índice que mede a inflação) tende a cair", afirmou.
Ideli destacou que é necessário desconcentrar as empresas que credenciam os estabelecimentos comerciais a receber as máquinas de pagamento – Visanet e Redecard – para permitir que os custos do estabelecimentos comerciais diminuam. Com isso, os juros aos consumidores deverão cair.Para a associação dos cartões de crédito, os juros elevados também são justificados porque servem de emergência numa linha de crédito rotativa.
Conforme o relatório da Indústria de Cartões de Pagamento, feito pelo Banco Central, Ministério da Fazenda e Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça, o setor deverá oferecer um manual sobre como melhor utilizar o cartão de crédito, para que as pessoas não percam o controle de suas contas com o pagando juros elevados todos os meses.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Liderança do PT no Senado

Senadores apóiam Tião Viana

O senador Tião Viana (PT-AC) recebeu apoio de senadores de quase todos os partidos durante seu pronunciamento na tribuna do Senado nesta terça-feira (23). O líder do PT e do Bloco de Apoio ao Governo, Aloizio Mercadante (PT-SP), assinalou sua solidariedade a Viana, assim como aos senadores citados pela imprensa, no que ele classificou como "envolvimento indevido de senadores nesses atos nulos". Mercadante tem sustentado que, como não foi dada a adequada publicidade aos atos do Senado, eles são nulos na origem.
Mercadante leu a nota à imprensa, divulgada nesta terça-feira, em que a bancada presta solidariedade aos petistas que integraram a Mesa Diretora nos últimos anos. "O fato de um membro da Mesa assinar um ato não constitui ilegalidade; ele não pode ser responsabilizado pela não publicidade do ato", disse."É necessário mudar o padrão administrativo do Senado, identificar os responsáveis e puni-los", afirma. "Quem for responsável pela ilegalidade terá que responder", disse, ao apoiar a criação de uma comissão de senadores e servidores para avaliar a situação e definir providências em relação à crise da Casa.
O senador Paulo Paim aproveitou seu aparte para lembrar que todas as decisões das quais participou eram públicas. Paim argumentou que as reuniões da Mesa Diretora são públicas e que seus atos são encaminhados ao plenário e à publicidade oficial. "Se a burocracia não publicou, é lá com eles", disse.Paim lembrou que não há voto secreto na mesa Diretora. "Até porque sou contrário ao voto secreto". Augusto Botelho (PT-RR) informou que os atos aos quais está vinculado tratam de meras dispensas de servidores e exonerações. Até uma carta de elogio foi considerada secreta. "Essa carta não tem nada de secreta", reclamou.
A líder do Governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), defendeu a imediata publicação dos atos tidos como secretos. "O mais importante é que venham a público de imediato", afirmou.
João Pedro (PT-AM) e Flávio Arns (PT-PR) lembraram da luta do senador Tião Viana pela transparência na administração do Senado. "Em função de sua candidatura, foram discutidas medidas de reorganização, de transparência, de participação e diálogo com a sociedade", lembrou Arns. O senador amazonense, por sua vez, lembrou que a publicidade dos gastos com a verba indenizatória foi proposta pelo parlamentar acriano.
Outros partidos
A indignação do senador Tião Viana recebeu apoio também de senadores dos outros partidos. Tasso Jereissati (PSDB-CE) chegou a afirmar que foi a candidatura de Viana que estimulou o aparecimento das denúncias. Segundo ele, já se sabia da existência dos problemas e que sua candidatura representava a necessidade de mudança. "Criou-se um nicho de poder que precisava ser enfrentado", afirmou.Manifestaram seu apoio senadores do PMDB, PDT, PSB, além de outros.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Liderança do PT no Senado

Tião Viana repudia acusações por atos secretos do Senado e propõe comissão para investigar

O senador Tião Viana (PT-AC) assumiu nesta terça-feira (23) inteira responsabilidade pelos atos que assinou enquanto era membro da Mesa Diretora do Senado. O discurso, da tribuna da Casa, foi pronunciado em função de notícia publicada no jornal O Estado de S. Paulo atribuindo responsabilidade a 37 senadores por supostos atos secretos. Ele rechaçou, no entanto, qualquer responsabilidade sobre a ausência de publicidade de atos dos quais participara como integrante da Mesa Diretora.
"Quero deixar claro que sou inteiramente responsável pelas minhas assinaturas em todos os atos em que fui membro da Mesa Diretora", asseverou. "Nenhum ato que eu assinei nesta Casa eu pedi para não ser publicado, eu não fui conivente para que não fosse publicado", explicou. "Todos os atos que eu assinei, na condição de membro da Mesa Diretora, durante os quatro anos em que tive a honra de pertencer, designado e eleito pelos meus colegas, foi com a inteira consciência e responsabilidade do que estava assinando".
Tião Viana apresentou a proposta de criar uma força-tarefa integrada por senadores e servidores da Casa para fazer as investigações necessárias e recomendar providências.
O senador disse que aos atos teria de ter sido dada publicidade. "Foi assim que eu despachei tudo com a Secretária-Geral da Mesa, drª Cláudia Lyra; foi assim que assinei tudo com o dr. Agaciel, que era Diretor da Mesa, então".
"No entanto", ressalvou, "se algum criminoso não levou adiante a sua responsabilidade de publicar, como manda o artigo 37 da Constituição não é culpa minha".
Tião chamou atenção ainda para emendas de plenário que foram votadas pelos senadores sem que se tivesse real conhecimento de seu teor. Ele demonstrou que emendas, que teriam sido trazidas por integrantes da administração da Casa, foram votadas com base na confiança. Para explicar a situação, leu o seguinte texto: "Art. 3º. Ficam convalidados os atos e decisões da Mesa e da Comissão Diretora do Senado Federal praticados no período compreendido pela 1ª, 2ª e 3ª Sessões Legislativas Ordinárias, inclusive as Extraordinárias, da 52ª Legislatura até a data da realização da 1ª Sessão Deliberativa da 3ª Sessão Legislativa Ordinária da mencionada Legislatura."
"Era isso que entrava no meio de um projeto de resolução sobre um assunto como esse, vinculado ao Ministério da Agricultura e era aprovado aqui, em plenário, pelos 81 senadores". "Então não dá para dizerem que tinha uma lista de 35, ou 37; isso foi votado pelos 81 senadores, convalidando os atos", concluiu.
"Foi um ato de alguém da burocracia, que pediu para ele fazer a leitura da emenda", explicitou. O senador acriano repudiou ainda a informação publicada pelo jornal Folha de S. Paulo sobre o aumento da verba indenizatória, que teria sido aumentada de R$ 12 mil para R$ 15 mil por mês em ato secreto. "Saiu em todos os jornais, foi votado na Câmara e decidido por todo o colegiado", disse. "Todos os meios de comunicação colocaram, a ela foi dada publicidade", reiterou.
O ex-vice-presidente do Senado lembrou que quando assumiu a Presidência defendeu o princípio da transparência, "que fosse publicado tudo na Internet". "Como pode dar a impressão de que eu estaria vinculado a algum colega que tenha seriedade, como tantos aqui, a querer acobertar verba indenizatória?" Questionou.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Liderança do PT no Senado